Dia Internacional da Mulher: onde mora o feminino?

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Hoje, dia 8 de março, é comemorado o dia internacional da mulher. A data vem tomando mais vulto conforme o preconceito e a violência enfrentada pelas mulheres ao longo da história vem se descortinando através do grito feminino por liberdade, liberdade de ser.

Nem poderia ser diferente, em um céu onde Júpiter, planeta da expansão e da liberdade está habitando Escorpião, signo da violência, do sexo, do domínio, mas também da transmutação disso tudo na compreensão da natureza psicológica humana mais profunda. E Júpiter, também associado à mente superior, que compreende a si mesma e atribui significados e propósitos à vida, por meio da autoavaliação, contribui para essa transmutação.

Saturno em conjunção com Plutão em Capricórnio, por sua vez, requer a maior seriedade possível no tratamento das questões acima narradas, já que Plutão rege todas elas e, no signo de Capricórnio, combinado com esse Júpiter em Escorpião, alerta que haverá muito trabalho pela frente e que será preciso unir responsabilidade, seriedade e pragmatismo à empatia no trato dessa questão. Capricórnio é uma cabra com rabo de peixe e esse rabo lembra que trabalho e pragmatismo sem empatia levam a mais domínio e sujeição.

Pois bem. Esclarecido o céu do momento sob o ponto de vista social, como podemos lidar com o tema do feminino de maneira realmente produtiva e libertadora?

É simples, buscando o equilíbrio.

O arquétipo feminino vem sendo ligado ao longo de toda a história da mitologia, da Astrologia, contos de fadas e psicologia à parte da natureza humana que dá à luz (gesta uma vida); que nutre e cuida; que tem sensibilidade; que enfrenta as vulnerabilidades com acolhimento; que encontra na compaixão a força para enfrentar dias difíceis, pois acolhe a sua própria dor e a do outro, buscando soluções não violentas; que, pela memória, preserva valores de afeto e relações fundamentais à sobrevivência da espécie humana (recorde-se que a ciência já comprovou que o afeto é o ingrediente principal para a conexão dos neurônios na primeira infância). O arquétipo feminino encontra no céu sua simbologia por meio da Lua, satélite sem o qual a vida na Terra não seria possível, pois é a Lua quem regula as marés e os ciclos da terra a ser arada (e da fertilidade feminina e da bolsa de valores!).

Por sua vez, o arquétipo masculino, associado ao Sol, vem sendo relacionado à razão, à força, à assertividade, à vontade e à construção da individualidade. Está associado a uma força de vontade que luta para sobreviver de maneira mais impositiva.

Note-se que a palavra utilizada para descrever as características que comumente atribuímos às mulheres ou aos homens foi “arquétipo”, isto é, parte da natureza HUMANA, que sempre existiu e sempre existirá e que, sendo humana, integra a psiquê de cada um de nós, homens ou mulheres. O que se dá é que, por questões sociais, cada gênero acabou tendo permissão para desenvolver mais um dos lados do que o outro, gerando desequilíbrio interno e, por via de consequência, social também.

Assim é que, numa sociedade onde atribuiu-se valor apenas ao arquétipo masculino, o soterramento psicológico das características do arquétipo feminino levaram à intolerância, ao preconceito, ao ódio e à violência. Não à toa, boa parte das pessoas sonha em largar a vida corporativa, na qual praticamente há espaço apenas para a manifestação do arquétipo masculino, o que gera desequilíbrio e irritação generalizada nas pessoas, bem como stress e depressão.

Vejam, se fosse o contrário, isto é, se houvéssemos soterrado o arquétipo masculino, teríamos consequências similares, pois a negação de um dos lados da natureza humana provoca desequilíbrio e insatisfação interna que, acumulada, gera raiva e violência da mesma forma.

A solução do problema não está em pesar numa balança os arquétipos masculino ou feminino e ver qual tem maior importância, mas em equilibrar ambos dentro de cada um de nós, para que nossas palavras e ações no mundo reflitam esse equilíbrio e, passo a passo, com toda a paciência feminina, possam desconstruir essa lógica da violência.

Toda guerra, todo conflito começa dentro de nossas mentes antes de atingir uma magnitude social. É tempo de trazer à tona essa energia contida feminina dentro de cada um de nós e nos enxergarmos como seres humanos nus e vulneráveis que somos, mas que, pelo exercício da empatia, da paciência, da compaixão, somos extremamente fortes, pois conseguimos agir no mundo de forma consciente, racional, assertiva, criativa, mas olhando sempre ao redor, para que os benefícios sejam para todos, sob a lógica do cuidado com o outro.

É essa integridade interna que precisa ser buscada, a fim de que o preconceito e a violência contra a mulher acabem. É elevar o arquétipo feminino à categoria de qualidade e não mais de defeito, integrando-o com o arquétipo masculino, pois são complementares. O desequilíbrio afeta a nossa perpetuação como espécie, gera violência e limita a liberdade de todos nós, destrói nosso habitat e tira a paz de nossos lares.

Que tal buscarmos a integração Yin e Yan; feminino/masculino dentro de cada um de nós, para que a paz que buscamos possa vir? Ela é um mero reflexo de uma guerra interna, de uma conotação negativa do arquétipo feminino.

Não nos esqueçamos, todos viemos do ventre feminino, tivemos que ser nutridos e amados e isso foi fundamental para a formação de nossa consciência/princípio solar masculino (lembram que a conexão neural depende do afeto?). Afinal, na Astrologia Câncer (signo associado à Lua e ao feminino) vem antes de Leão (signo associado ao Sol e ao masculino), mas ambos são necessários para que cheguemos em Libra: relações sociais e justiça. Chega de guerra dos sexos, é tudo uma questão de integração, de unidade e de equilíbrio interior.

 

Como lidar com perdas

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Dando continuidade à série de artigos sobre a morte e perdas em geral, após abordar um pouco sobre o que é a morte, passo a falar sobre como lidar com esse evento inevitável da vida.

Antes, contudo, quero esclarecer que este artigo trata não apenas da morte em sentido literal, mas das diversas perdas que sofremos no decorrer da vida, incluindo grandes dificuldades, tais como o nascimento de um filho com necessidades especiais que, em muitos casos, é psicologicamente vivenciado pelos pais como uma morte: a do filho perfeito.

Nosso mundo ocidental vive em função de tentar proporcionar uma vida indolor. As propagandas e redes sociais sempre retratam vidas alegres, coloridas e sem problemas; nossa medicina desenvolveu toda sorte de remédios de tarja preta para que não precisemos sentir as dores da alma; teses de felicidade são vendidas e desenvolvidas, muitas vezes dando a falsa ideia de que uma vida indolor é possível.

E, assim, a morte e as perdas da vida seguem como um tabu, interpretado por nossas mentes como um verdadeiro fracasso.

Acontece que a morte (em sentido amplo) faz parte da vida de qualquer pessoa e a morte em sentido literal é etapa inevitável dessa trajetória. A psicanalista Elizabeth Kubler Ross escreveu uma obra renomada sobre o luto e a morte: “Sobre a morte e o morrer”, onde toda a sua teoria sobre essa etapa da vida é descrita.

A citada psicanalista, que se dedicou a pacientes terminais, também escreveu sua autobiografia (“A Roda da Vida”, Editora Sextante), cuja leitura eu recomendo fortemente por ser lindíssima, e, que possui um trecho me marcou muito:

“Como uma mulher que sofrera quatro abortos e dera à luz duas crianças saudáveis, eu aceitava a morte como parte do ciclo natural da vida. Eu não tinha outra opção. Era inevitável. Era o risco que se corria ao dar à luz, assim como era o risco que se aceitava simplesmente pelo fato de estar viva. Entretanto, os médicos – em sua maioria homens -, com poucas exceções, todos encaravam a morte como uma espécie de fracasso.” (p. 156)

Como é possível que mesmo décadas depois dos estudos conduzidos pela Dra. Elizabeth Kubler Ross nós ainda tenhamos essa herança psicológica de associar a morte e as perdas em geral a fracassos!? Isso apenas nos traz um sofrimento além da dor natural desses eventos.

É preciso mudar nossa crença interior acerca do significado que damos à morte e às perdas e geral, porque essa associação negativa é inútil e conduz a períodos prolongados de depressão, a doença de nosso século! Como algo inerente à vida pode ser tão mal visto?

O fato de ser doloroso não significa que devemos associar a morte e as perdas a algo ruim ou que nos leva a um sentimento de derrota, afinal, se nos sentimos derrotados, contra quem estávamos lutando? Quem nos venceu? Deus, a vida, a natureza, o inevitável? Essa luta é em vão desde o início.

Aceitar a vida com as suas condições é essencial para que possamos tirar o melhor proveito dela. Afinal, como os próprios estudos da psicanalista referida acima indicam, nós morremos tal como vivemos, de sorte que, se passarmos a vida evitando riscos e lutando contra a sua essência, tenderemos a morrer com o sentimento de que nunca vivemos. Perder e morrer é, como disse a psicanalista, o preço que se paga por estar vivo. Agora, deixar de viver por medo do fracasso ou devido à não aceitação de perdas é antecipar a morte e desperdiçar a vida!

Compreender isso ajuda a abreviar os cinco estágios do luto, os quais a Dra. Elizabeth nomeou da seguinte forma: 1. choque e negação; 2. raiva e rancor; 3. mágoa e dor; 4. negociação com Deus; 5. aceitação.

Todos nós passamos por esses cinco estágios, na exata ordem mencionada acima, quando enfrentamos perdas ou  luto ou a notícia de uma doença que fatalmente nos conduzirá à morte. Mas, ter uma concepção da morte mais saudável nos ajuda a abreviar os quatro primeiros estágios, a fim de que possamos atingir a aceitação mais rapidamente e, assim, termos paz e vivermos bem o tempo que ainda nos é oferecido.

Ao contrário do que nos fazem crer, a aceitação daquilo que não pode ser evitado não é acomodação, mas, sim, sabedoria. É preciso humildade e inteligência para diferenciarmos aquilo que pode ser mudado ou evitado daquilo que a vida nos impõe; na segunda hipótese, a aceitação é a chave para lidarmos com o problema da melhor maneira possível e sem sofrimento. A dor será sempre inevitável, mas o sofrimento e sua vertente patológica denominada depressão podem ser, senão evitados, ao menos abreviados se soubermos mudar nossas crenças internas sobre a simbologia que damos a determinados eventos.

Nesse ponto, entra a importância da espiritualidade ou da religião, as quais nada mais são do que caminhos à fé. Após negociar com Deus, quem passa por essas situações compreende que Deus e a fé são o que nos dão força interna para encarar os momentos mais dolorosos da vida. É essa certeza inexplicável de que existe algo maior do que nós, hoje associada à inteligência espiritual, que pode nos conduzir a aceitar a vida como ela é, com suas dificuldades, perdas e dores e criar um lugar dentro de nós de uma força imensurável para superar aquilo que os demais chamam de fracasso, mas que nada mais é do que o curso e o risco inevitável de todo aquele que vive. É essa força sem explicação lógica ou científica que nos faz conseguir encarar com coragem o que a ciência até hoje não explica e talvez jamais explique: porque nascemos, porque morremos e para onde vamos.

Nunca acharemos uma reposta lógica para isso, portanto, mudar a chave da simbologia e extrair um significado positivo, que nos impulsione a uma vida de mais coragem e realizações (pois nosso tempo aqui é curto) e que nos possibilite ajoelhar diante de algo maior que nós mesmos e que jamais conheceremos, aceitando isso de peito aberto, é o segredo para uma vida não indolor, mas com paz que tanto buscamos.

 

 

A simbologia da morte na Astrologia

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Quando eu tinha 2 anos, minha avó materna faleceu; até aí, nada de anormal. Então eu depositei a relação neta-avó na minha tia-avó materna e era incrível! Mas aí, menos de 2 anos depois, ela descobriu um câncer e, com era viúva e sem filhos, pediu que minha mãe cuidasse dela. Foi montado um hospital em seu apartamento, pois ela queria partir em casa e, por diversas noites, minha mãe me colocava no carro a saíamos da Granja Viana rumo a São Paulo para cuidar dela. Foram anos difíceis e sem uma rotina de criança. Então, um dia, eu me deitei sobre minha tia-avó e a abracei bem apertado; quando viu aquilo, minha mãe perguntou porque eu estava ali, já que, desde que ela ficou “internada” em seu quarto, eu não havia mais entrado ali. Eu, então, respondi que estava me despedindo, já que ela iria partir no dia seguinte, e assim aconteceu.

Na sequência, meu avô materno ficou com esclerose e nós nos mudamos para a casa dele, para a minha mãe cuidar dele. Perdi meu quarto, minha rua para brincar e a vida no interior. Poucos meses depois minha mãe pediu que eu fosse ver se ele queria tomar água e ele já não estava mais entre nós.

Transferi meus afetos de neta ao meu tio-avô, irmão do meu avô. Mas 2  anos depois ele foi diagnosticado com Alzheimer e, como não tinha esposa nem filhos, pediu que minha mãe cuidasse dele. Ele foi um grande médico e professor da USP, fundador de cadeira e tudo, e sabia exatamente o que a vida lhe reservava. Comprou um apartamento para minha mãe no mesmo prédio que ele morava, pois sabia que ela precisaria estar “na mesma casa dele” quando a doença avançasse. Foram 10 anos cuidando dele e aprendendo a responder a mesma pergunta mil vezes sem esboçar qualquer sinal de repetição; vendo um adulto virar criança e desaprender, pouco a pouco, tudo o que aprendeu na vida, até ir embora de vez. Recordo-me que acordei assustada numa madrugada, fui ao quarto de mamãe e disse que eu achava que ele não ia passar daquele dia. Ela foi ao hospital e ele se foi.

Por volta de 5 anos mais tarde, minha mãe teve a recaída do câncer dela e foram 2,5 anos, novamente, vendo um ser humano voltar no tempo, perdendo todas as habilidades possíveis, esperando o dia em que partisse ao eterno. Noites e mais noites estudando em cama de hospital, até que, numa manhã, eu despertei de repente, às 6h, e senti que eu deveria ir correndo ao hospital. Chegando lá, os médicos estavam atordoados, porque não conseguiam mais mantê-la sedada; ela estava muito agitada. Entrei no quarto, ela me viu, tentou levantar e dizer algo, eu a abracei, ela respirou fundo e se foi. Eu tinha 22 anos.

A partir daí, foi a primeira vez que eu passei algum ano da minha vida sem ver alguém morrendo aos poucos ao meu lado. Então, fui processar tudo isso e também estudar sobre o assunto.

Vou dizer uma coisa, a mitologia tem uma função psicológica incrível e nos ajuda a passar pelas diversas fases da vida. Um melhor entendimento acerca disso pode ser encontrado na obra “Mito e transformação”, de Joseph Campbell.

Mas foi na Astrologia, estudando a simbologia de Escorpião (por sinal, meu ascendente) que eu fui entender tudo isso.

Agora, gostaria de compartilhar com vocês um pouco do que aprendi, porque, cedo ou tarde, quem vive vai se deparar com a morte e, ao longo da vida, passamos por diversas perdas que, psicologicamente, operam como pequenas mortes.

O símbolo de Escorpião é a Fênix que renasce das cinzas, num voo corajoso e firme às alturas. Mas, antes de poder voar, ela esteve nas cinzas (o famoso “fundo do poço”). O oitavo signo do Zodíaco simboliza a morte que, na verdade, corresponde à transmutação.

Não há morte no sentido de fim na natureza. Tudo se transforma. Quando você morre, seu corpo vira alimento a outros seres e sua alma alça algum voo que não nos é dado conhecer. Alimentamo-nos da morte quando comemos uma planta ou carne; quer gostemos ou não, a vida se alimenta da morte, porque a vida é cíclica e tudo se transforma o tempo todo. Para tanto, perde-se algo e ganha-se outra coisa no lugar.

Quando uma relação acaba, abre-se espaço para mudanças internas que nos conduzirão a outros relacionamentos possíveis, por exemplo. Quando alguém morre, abre-se espaço para aprendermos a lidar com os ciclos da vida de maneira saudável.

Escorpião simboliza a alquimia e o desapego, bem como o poder interior e a capacidade de regeneração. Afinal, é através da morte que aprendemos a transmutar nossos demônios internos, a sermos desapegados e a termos poder sobre nossas emoções. Porque se esse trabalho interno não for desenvolvido, a morte te levará às cinzas e a sua Fênix interna jamais vai alçar voo.

Portanto, foi por meio da Astrologia que eu compreendi a função daqueles episódios da minha infância. Foi com muito estudo (e terapia) que eu consegui fazer o processo de Escorpião e compreender um dos maiores mistérios da vida.

Dói muito perder quem se ama, mas, se você compreender que é isso que lhe conduzirá a um trabalho interno de transformação que lhe dará força para superar qualquer obstáculo na vida (porque aquele que não teme mais a morte consegue enfrentar qualquer demônio), sua dor não será convertida em sofrimento que, a longo prazo, vira doença, notadamente, depressão.

Escorpião é um signo do elemento Água e, portanto, ensina que lágrima cura. Diante da morte, chore. Chore muito, água é fluxo de emoção materializada e você vai precisar colocar isso para fora. Mas não se apegue à sua dor (lembra do desapego?). Saber que a morte não é um fim não irá lhe prevenir da dor da perda, mas vai evitar um sofrimento prolongado. Faz parte da vida, sabe? É isso que precisa ser compreendido.

Aceitar essa realidade significa não julgar se a morte é justa ou injusta, porque esse conceito não existe na natureza, apenas na mente humana. A justiça é simbolizada por Sagitário, que trata da mente humana superior que busca criar conceitos para regular a vida e extrair sentido dela, isto é, não é algo que pertence ao cosmos. Esqueça isso. Aceite e acolha a vida tal como ela é, com sua etapa final na morte. Não há vida sem morte e vice-versa, então, para amar a vida de verdade, você precisa aceitar a morte.

E isso só será possível mergulhando dentro de si e descortinando toda a sua raiva, indignação e qualquer sorte de sentimentos ruins que o evento tenha lhe trazido. O oitavo signo do Zodíaco nos remete ao oitavo trabalho de Hércules, onde o herói enfrenta a Hidra, um monstro de múltiplas cabeças que, quando uma é cortada, nascem mais três no lugar. Ele então se lembra dos conselhos de seu mestre, ajoelha-se e levanta a Hidra de baixo para cima, tirando-a a da caverna e levando à luz. A Hidra, então, morre e se transforma numa joia belíssima, que Hércules enterra.

O que esse mito quer mostrar, sob a ótica psicológica, é que a morte lhe permite trazer à luz seus demônios internos e transformá-los em força e capacidade de superação. É lidando com perdas de maneira construtiva que você se fortalece e adquire poder interior, compreendendo que o poder, também simbolizado por Escorpião, é interno e não externo. Você vai precisar cavar fundo no seu inconsciente e deixar morrer em si venenos emocionais que lhe impedem de cumprir o ciclo da vida que ainda pulsa em seu coração.

Aliás, Escorpião também simboliza raiva e violência; percebem o tamanho do pacote ligado à morte? Porque você vai sentir raiva e revolta em seu luto e isso faz parte do processo. Há uma lógica incrível na simbologia mitológica, que revela como nossa psique se comporta diante de certos acontecimentos.

Entender essa simbologia é o primeiro passo para conseguir conduzir sua alma de maneira saudável pelos áridos caminhos da vida, fazendo um jardim em cada deserto que se apresentar.

No próximo texto vou abordar a perspectiva científica do luto e da morte, extraída da obra da grande psicanalista Elizabeth Kubler Ross.

Este texto buscou trazer um pequeno novo olhar para algo extremamente democrático e duro: a morte e o luto. Espero que tenha conseguido fazer com que aqueles de vocês que estejam ou tenham passado por isso comecem a depositar uma visão sem rancor nem mágoas sobre essa parte de suas histórias, porque apenas assim vocês poderão honrar o resto de vida que lhes cabe.

É por quem já não pode mais desfrutar da vida que aqueles que ficam devem fazer dela a melhor jornada possível.

Os signos e os relacionamentos

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Hoje, 16.01.2018, foi publicado no UOL o último artigo da minha série de artigos sobre como cada signo se relaciona.

Como os artigos publicados lá não podem ser publicados em outra plataforma, aí vão os links de cada um deles:

Áries

https://www.horoscopovirtual.com.br/artigos/aries-e-os-relacionamentos

Touro

https://www.horoscopovirtual.com.br/artigos/touro-e-os-relacionamentos

Gêmeos

https://www.horoscopovirtual.com.br/artigos/gemeos-e-os-relacionamentos

Câncer

https://www.horoscopovirtual.com.br/artigos/cancer-e-os-relacionamentos

Leão

https://www.horoscopovirtual.com.br/artigos/leao-e-os-relacionamentos

Virgem

https://www.horoscopovirtual.com.br/artigos/virgem-e-os-relacionamentos

Libra

https://www.horoscopovirtual.com.br/artigos/libra-e-os-relacionamentos

Escorpião

https://www.horoscopovirtual.com.br/artigos/escorpiao-e-os-relacionamentos

Sagitário

https://www.horoscopovirtual.com.br/artigos/sagitario-e-os-relacionamentos

Capricórnio

https://www.horoscopovirtual.com.br/artigos/capricornio-e-os-relacionamentos

Aquário

https://www.horoscopovirtual.com.br/artigos/aquario-e-os-relacionamentos

Peixes

https://www.horoscopovirtual.com.br/artigos/peixes-e-os-relacionamentos

 

Lua Nova em Capricórnio (16 e 17 de janeiro de 2018)

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Meus caros, antes de tudo, Capricórnio nos ensina a responsabilidade e a resiliência para lidarmos com a realidade da vida. Seu símbolo é a cabra das montanhas, que vive em ambiente inóspito e escala as escarpes sobre as quais parece impossível equilibrar-se.

Pois bem: essa Lua Nova nos ensina que novos projetos devem ser planejados e que devemos ter paciência para atravessar os terrenos áridos do percurso, porque pode acontecer de, antes de conseguirmos o que desejamos, termos que fazer aquilo que é necessário.

Na Lua Nova de Sagitário (ocorrida em dezembro) os céus nos lembraram da importância de aproveitarmos o caminho. Em Capricórnio, vem a realidade difícil da vida como ela é, que se coloca em nossa trilha rumo aos nossos objetivos. Então, devemos ter em mente que, para alcançarmos os nossos planos, precisaremos de resiliência e conseguiremos isso extraindo sentido e propósito (aprendidos em Sagitário) das batalhas do percurso, a fim de termos a paciência necessária para alcançarmos o objetivo final (Capricórnio).

Com essa Lua, precisamos entender que paciência e raciocínio tudo vencem e todo início de ano essa Lua Nova nos recorda disso.

Por fim, lembrem-se: Lua Nova é bom para novos projetos, mas, se até a próxima Lua Minguante seus projetos não começarem a caminhar para frente, provavelmente minguarão.

Previsões 2018

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Previsões Gerais (sociedade como um todo)

Em 2018, teremos Júpiter em Escorpião; Saturno em Capricórnio, Urano em Touro (a partir de meados de março); Netuno em Peixes e Plutão em Capricórnio.

Teremos, portanto, Saturno (o planeta da disciplina, da responsabilidade, do trabalho e do tempo) e Plutão (o planeta das transformações profundas, da limpeza do lixo da psique humana) no signo de Capricórnio, o qual por ser regido por Saturno, guarda em si a mesma simbologia do planeta.

Dessa fora, em 2018 são esperadas muitas mudanças nas estruturas de trabalho e nos modelos aplicados de contratações, as quais tendem a exigir de todos mais responsabilidade e maturidade. Não há mais espaço para buscar paternalismo nas estruturas de trabalho. Chegou a hora de todos, patrões e empregados, assumirem que são parte de uma engrenagem, cuja função é deixar um legado à humanidade, é produzir meios hábeis para que possamos existir com segurança em um mundo material.

A tendência é que aqueles que, ao longo de 2018 e 2019, não se adaptem a um maior senso de responsabilidade, sejam chamados a responder por sua indisciplina, negligência, preguiça ou exploração. Especialmente quando Saturno fizer uma conjunção com Plutão no céu (conjunção significa que os dois planetas estarão posicionados no mesmo grau do mesmo signo) e isso ocorrerá em 2019 e perdurará por todo esse ano.

Portanto, em 2018 é tempo de se preparar para essa conjunção, sabendo que, localizada nesse signo, é bem possível que o Ministério Público do Trabalho ganhe mais força e faça mais fiscalizações. Capricórnio é o signo da aplicação da lei, de quem bate o martelo e cobra a responsabilidade, portanto, esperem bastante cobrança de deveres e obrigações na esfera das relações de trabalho.

Estamos diante de um chamado para relações mais independentes no mundo corporativo, onde a responsabilidade e senso de “fazer parte” de cada um será cobrada e exigida.

Precisamos ouvir o recado e parar de procurar nos ancorarmos sob o braço protetor de uma empresa ou chefe, chegou a hora de todos produzirem o progresso e novos valores, deixando um legado de liberdade responsável aos nossos filhos. Chegou a hora de quem detém meios de produção perceber que, sem funcionários, nada é produzido e que cada parte da engrenagem tem seu valor.

Ainda, Capricórnio é o signo do trabalho, mas também da coordenação entre mundo material e emocional e, com essa configuração celeste, a exigência de dedicação exclusiva, sem tempo para os cuidados com a nossa natureza emocional, tendem a ir ruindo (Plutão aqui exige essa transmutação), pois quando Capricórnio cobra esse equilíbrio, quem não obedece é forçado a cair de joelhos, perdendo tudo o que tem. Não vamos esperar a conjunção em 2019, vamos entender que há tempo para tudo e que a responsabilidade passa por equilibrar essas duas esferas.

No mapa do Brasil, essa conjunção refletirá na Casa 11, isto é, a casa que representa nosso Poder Legislativo. Assim,  esperem mudanças mais profundas na legislação trabalhista em 2019 e muitas discussões ao longo de 2018. Como pelo mapa natal de nosso País as coisas aqui são negociadas por debaixo do pano, se a sociedade não exercer o seu papel de maneira responsável (Capricórnio), esperem por alterações que irão privilegiar uma classe aristocrata (Capricórnio), consolidando ainda mais as relações de poder, mas isso terá um efeito terrível, pelas razões expostas acima.

Portanto, todos devem exercer um papel de cobrar o que é devido, para que as mudanças que irão acontecer se deem como um legado positivo e não nefasto. Porque se o legado for nefasto, quando esses planetas atingirem Aquário, as revoluções acontecerão e não serão nada cordiais.

Em meados de março Urano adentra o território de Touro, onde fica até 2026. Urano traz evolução e inovação nas áreas simbolizadas pelo signo de Touro. Isto é, entre 2018 e 2026, esperem por uma alteração significativa nos valores da humanidade, em especial na forma como ganhamos e gastamos dinheiro. A economia compartilhada, bem como a indústria de tecnologia serão muito afetadas e tendem a crescer, pois ocuparão, pouco a pouco, lugar de maior valor na sociedade. Associado a Netuno em Peixes, há reforço no crescimento da economia compartilhada e valores mais humanitários. Surgirão mais profissionais nas áreas de life coach, astrologia e espiritualidade em geral. Esses novos valores tendem a ser combatidos durante o trânsito de Saturno e Plutão em Capricórnio (pois os planetas do poder, no signo da tradição, farão com que uma classe dominante lute para manter tudo como está – Trump que o diga!), gerando tensões entre o novo e sustentável que precisa surgir e as estruturas já consolidadas de empresa e trabalho que uma elite deseja manter. Pela minha experiência, pelo amor ou pela dor, essa briga tende a ser ganha por Urano, pois já estamos caindo na era de Aquário e o que favorece a maioria acaba se impondo pela lógica econômica mesmo.

Por fim, Júpiter em Escorpião levantará as cortinas de toda sorte de violência sexual e podem esperar muito mais denúncias e famosos caindo ladeira abaixo. Em especial, porque em 2018 Júpiter fará um sextil com Plutão em Capricórnio e isso vai se refletir como maior liberdade de expressão sexual e maiores punições para crimes dessa natureza. É, igualmente, um chamado para que usemos de forma positiva nossa agressividade e raiva, elas tenderão a sair da caverna e se manifestar, portanto, vamos canalizar isso para o lado positivo (esportes, artes, gana) e não para o lado negativo.

Esse sextil possibilita a ascensão de políticos mais equilibrados, nem de direita nem de esquerda, que atuem de forma a preservar liberdades com responsabilidade, sem anarquias. Fiquem atentos a novos nomes que surjam na arena política, é possível que surja alguém impensado, mas que ganhará notoriedade se estivermos atentos a um enfoque mais racional e menos reativo. Analisem bem o histórico de cada um e verão que haverá um deles que age com mais responsabilidade, sem muitas paixões, mas com firmeza e prudência e é disso que vamos precisar. Se um radical vencer, podem esperar o pior nos próximos anos, porque toda a energia de violência que paira nos céus será refletida por aqui da pior maneira possível e, aí, será tarde demais para resgatar o bonde da economia ou dos direitos.

Bom 2018 a todos!

 

Como lidar com críticas no ambiente corporativo

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Se você for buscar textos que tratam de posturas recomendadas em ambiente corporativo, certamente vai se deparar com a expressão “crítica construtiva” e com o conselho de que deve ouvir e refletir sobre essas.

Por certo, nossa natureza humana, em regra, nos induz a aprender mais pela dor do que pelo amor, isto é, somos inclinados a aprender com nossos próprios erros ao invés de assimilarmos lições por meio do erro dos outros.

É justamente nessa seara do erro que entra a famosa crítica construtiva. Essa espécie de abordagem do outro em relação a nós visa, justamente, apontar onde estamos errando e indicar o caminho do acerto. Deriva, portanto, de um ato de generosidade, de ajuda e aconselhamento genuínos. Em regra, vem acompanhada de uma postura calma e aberta de quem a emite, bem como de uma predisposição ao diálogo.

A crítica construtiva aponta exatamente qual foi o seu erro, quando esse se deu e indica a solução que aquele que a emite entende ser a adequada para que você passe de nível no jogo da vida. Dessa forma, a não ser que você opte por entender tudo na vida como um ataque, não terá a sua autoestima abalada por críticas dessa natureza; pelo contrário, sairá fortalecido desse diálogo.

No entanto, nem toda crítica é construtiva, o que não impede que quase todo aquele que critica afirme estar fazendo uma crítica construtiva. A verdade, contudo, não reside nas palavras, mas nas atitudes.

Ao longo de sua vida pessoal e profissional você será criticado, mas nem sempre de forma construtiva. Compreender a diferença entre alguém que busca lhe auxiliar e alguém que visa, ainda que inconscientemente, lhe prejudicar é crucial para a sua saúde psicológica.

A crítica não construtiva, isto é, maliciosa ou derivada de medo ou inveja, nunca será feita no momento do seu erro. Claro, se fosse feita na hora do equívoco, ficaria fácil para você debater sobre como melhorar e difícil para o crítico esconder sua falta de vontade em auxiliar.

Tempos depois do suposto erro, o tipo de pessoa que deseja te ofender não vai dizer que você errou, vai dizer que você é isso ou aquilo. Note que o objeto dessa espécie de crítica é quem você é, a sua personalidade e não uma atitude a ser melhorada. Ainda, esse tipo de crítica não inclui uma sugestão de melhora, nem é proferida como um aconselhamento, mas como um julgamento.

Isso acaba sendo lido pelo interlocutor como um ser, uma situação estática e não como um estar, uma situação que pode ser modificada. E é aí que reside o perigo: afetam a autoestima do criticado, ao invés de lhe fortalecer e induzir à melhora.

No momento em que a sua autoestima é afetada, você  acaba por se colocar totalmente nas mãos do outro e a sua estrutura emocional fica prejudicada. Consequentemente, a sua capacidade de melhora e de producão também serão maculadas e, no fim, você acabará se portando da exata maneira como o seu crítico desejou e ratificará o disurso dele sem nem perceber.

Portanto, é importante estar atento para a real intenção daquilo que lhe é dito. Se a postura e atitude da pessoa não forem a de realmente apontar uma soução, dar exemplos concretos dos seus erros e estar aberto a discutir soluções, o melhor a fazer é indagar a pessoa, colocando-a numa posição em que ela mesma tenha que reavaliar as palavras ditas.

Diga que você está disposto a melhorar e aprofundar a conversa, mas que, para tanto, precisa de exemplos concretos de onde e como errou. Explique que apontamentos vagos do tipo você é “arrogante” ou “não lida bem com pessoas” ou o que quer que seja não são capazes de lhe fazer entender como essas falhas são, de fato, externalizadas e, portanto, não permitem que você tome atitudes concretas para mudar. Acrescente que você não percebe que age assim e que precisa da ajuda dessa pessoa para lhe apontar os momentos em que isso ocorre, para que você possa se aprimorar.

Dessa forma, você verá a real intenção de quem lhe aponta os erros. Se a pessoa estiver espelhando os próprios defeitos em você ou simplesmente queira lhe desestruturar, vai se confundir, vai elevar o tom de voz ou vai dar alguma desculpa ou mesmo mudar o foco da conversa. De outro modo, se realmente estiver pretendendo que você progrida, vai procurar junto com você a melhor forma de lidar com o problema.

Antes de internalizar tudo o que lhe dizem, esteja atento, cuide da sua estrutura emocional, pois é ela que sustenta todo o resto. Se você perceber que está diante de pessoas que não contribuem efetivamente para o seu crescimento, mas, sim, afetam a sua autoestima, repense se vale mesmo à pena dedicar tempo nesse lugar, se você tem estrutura interna para lidar com isso. Se tiver, ótimo, lute pelo seu progresso sem contar com essas pessoas, mas se a sua estrutura psicológica estiver sendo destruída, não permita que lhe tirem o seu maior ativo.

E, quanto às críticas construtivas, seja grato a quem as disse e saiba que essa pessoa é um ótimo mentor, cresça com tais críticas, pois são um presente.