A simbologia da morte na Astrologia

fenix

 

Quando eu tinha 2 anos, minha avó materna faleceu; até aí, nada de anormal. Então eu depositei a relação neta-avó na minha tia-avó materna e era incrível! Mas aí, menos de 2 anos depois, ela descobriu um câncer e, com era viúva e sem filhos, pediu que minha mãe cuidasse dela. Foi montado um hospital em seu apartamento, pois ela queria partir em casa e, por diversas noites, minha mãe me colocava no carro a saíamos da Granja Viana rumo a São Paulo para cuidar dela. Foram anos difíceis e sem uma rotina de criança. Então, um dia, eu me deitei sobre minha tia-avó e a abracei bem apertado; quando viu aquilo, minha mãe perguntou porque eu estava ali, já que, desde que ela ficou “internada” em seu quarto, eu não havia mais entrado ali. Eu, então, respondi que estava me despedindo, já que ela iria partir no dia seguinte, e assim aconteceu.

Na sequência, meu avô materno ficou com esclerose e nós nos mudamos para a casa dele, para a minha mãe cuidar dele. Perdi meu quarto, minha rua para brincar e a vida no interior. Poucos meses depois minha mãe pediu que eu fosse ver se ele queria tomar água e ele já não estava mais entre nós.

Transferi meus afetos de neta ao meu tio-avô, irmão do meu avô. Mas 2  anos depois ele foi diagnosticado com Alzheimer e, como não tinha esposa nem filhos, pediu que minha mãe cuidasse dele. Ele foi um grande médico e professor da USP, fundador de cadeira e tudo, e sabia exatamente o que a vida lhe reservava. Comprou um apartamento para minha mãe no mesmo prédio que ele morava, pois sabia que ela precisaria estar “na mesma casa dele” quando a doença avançasse. Foram 10 anos cuidando dele e aprendendo a responder a mesma pergunta mil vezes sem esboçar qualquer sinal de repetição; vendo um adulto virar criança e desaprender, pouco a pouco, tudo o que aprendeu na vida, até ir embora de vez. Recordo-me que acordei assustada numa madrugada, fui ao quarto de mamãe e disse que eu achava que ele não ia passar daquele dia. Ela foi ao hospital e ele se foi.

Por volta de 5 anos mais tarde, minha mãe teve a recaída do câncer dela e foram 2,5 anos, novamente, vendo um ser humano voltar no tempo, perdendo todas as habilidades possíveis, esperando o dia em que partisse ao eterno. Noites e mais noites estudando em cama de hospital, até que, numa manhã, eu despertei de repente, às 6h, e senti que eu deveria ir correndo ao hospital. Chegando lá, os médicos estavam atordoados, porque não conseguiam mais mantê-la sedada; ela estava muito agitada. Entrei no quarto, ela me viu, tentou levantar e dizer algo, eu a abracei, ela respirou fundo e se foi. Eu tinha 22 anos.

A partir daí, foi a primeira vez que eu passei algum ano da minha vida sem ver alguém morrendo aos poucos ao meu lado. Então, fui processar tudo isso e também estudar sobre o assunto.

Vou dizer uma coisa, a mitologia tem uma função psicológica incrível e nos ajuda a passar pelas diversas fases da vida. Um melhor entendimento acerca disso pode ser encontrado na obra “Mito e transformação”, de Joseph Campbell.

Mas foi na Astrologia, estudando a simbologia de Escorpião (por sinal, meu ascendente) que eu fui entender tudo isso.

Agora, gostaria de compartilhar com vocês um pouco do que aprendi, porque, cedo ou tarde, quem vive vai se deparar com a morte e, ao longo da vida, passamos por diversas perdas que, psicologicamente, operam como pequenas mortes.

O símbolo de Escorpião é a Fênix que renasce das cinzas, num voo corajoso e firme às alturas. Mas, antes de poder voar, ela esteve nas cinzas (o famoso “fundo do poço”). O oitavo signo do Zodíaco simboliza a morte que, na verdade, corresponde à transmutação.

Não há morte no sentido de fim na natureza. Tudo se transforma. Quando você morre, seu corpo vira alimento a outros seres e sua alma alça algum voo que não nos é dado conhecer. Alimentamo-nos da morte quando comemos uma planta ou carne; quer gostemos ou não, a vida se alimenta da morte, porque a vida é cíclica e tudo se transforma o tempo todo. Para tanto, perde-se algo e ganha-se outra coisa no lugar.

Quando uma relação acaba, abre-se espaço para mudanças internas que nos conduzirão a outros relacionamentos possíveis, por exemplo. Quando alguém morre, abre-se espaço para aprendermos a lidar com os ciclos da vida de maneira saudável.

Escorpião simboliza a alquimia e o desapego, bem como o poder interior e a capacidade de regeneração. Afinal, é através da morte que aprendemos a transmutar nossos demônios internos, a sermos desapegados e a termos poder sobre nossas emoções. Porque se esse trabalho interno não for desenvolvido, a morte te levará às cinzas e a sua Fênix interna jamais vai alçar voo.

Portanto, foi por meio da Astrologia que eu compreendi a função daqueles episódios da minha infância. Foi com muito estudo (e terapia) que eu consegui fazer o processo de Escorpião e compreender um dos maiores mistérios da vida.

Dói muito perder quem se ama, mas, se você compreender que é isso que lhe conduzirá a um trabalho interno de transformação que lhe dará força para superar qualquer obstáculo na vida (porque aquele que não teme mais a morte consegue enfrentar qualquer demônio), sua dor não será convertida em sofrimento que, a longo prazo, vira doença, notadamente, depressão.

Escorpião é um signo do elemento Água e, portanto, ensina que lágrima cura. Diante da morte, chore. Chore muito, água é fluxo de emoção materializada e você vai precisar colocar isso para fora. Mas não se apegue à sua dor (lembra do desapego?). Saber que a morte não é um fim não irá lhe prevenir da dor da perda, mas vai evitar um sofrimento prolongado. Faz parte da vida, sabe? É isso que precisa ser compreendido.

Aceitar essa realidade significa não julgar se a morte é justa ou injusta, porque esse conceito não existe na natureza, apenas na mente humana. A justiça é simbolizada por Sagitário, que trata da mente humana superior que busca criar conceitos para regular a vida e extrair sentido dela, isto é, não é algo que pertence ao cosmos. Esqueça isso. Aceite e acolha a vida tal como ela é, com sua etapa final na morte. Não há vida sem morte e vice-versa, então, para amar a vida de verdade, você precisa aceitar a morte.

E isso só será possível mergulhando dentro de si e descortinando toda a sua raiva, indignação e qualquer sorte de sentimentos ruins que o evento tenha lhe trazido. O oitavo signo do Zodíaco nos remete ao oitavo trabalho de Hércules, onde o herói enfrenta a Hidra, um monstro de múltiplas cabeças que, quando uma é cortada, nascem mais três no lugar. Ele então se lembra dos conselhos de seu mestre, ajoelha-se e levanta a Hidra de baixo para cima, tirando-a a da caverna e levando à luz. A Hidra, então, morre e se transforma numa joia belíssima, que Hércules enterra.

O que esse mito quer mostrar, sob a ótica psicológica, é que a morte lhe permite trazer à luz seus demônios internos e transformá-los em força e capacidade de superação. É lidando com perdas de maneira construtiva que você se fortalece e adquire poder interior, compreendendo que o poder, também simbolizado por Escorpião, é interno e não externo. Você vai precisar cavar fundo no seu inconsciente e deixar morrer em si venenos emocionais que lhe impedem de cumprir o ciclo da vida que ainda pulsa em seu coração.

Aliás, Escorpião também simboliza raiva e violência; percebem o tamanho do pacote ligado à morte? Porque você vai sentir raiva e revolta em seu luto e isso faz parte do processo. Há uma lógica incrível na simbologia mitológica, que revela como nossa psique se comporta diante de certos acontecimentos.

Entender essa simbologia é o primeiro passo para conseguir conduzir sua alma de maneira saudável pelos áridos caminhos da vida, fazendo um jardim em cada deserto que se apresentar.

No próximo texto vou abordar a perspectiva científica do luto e da morte, extraída da obra da grande psicanalista Elizabeth Kubler Ross.

Este texto buscou trazer um pequeno novo olhar para algo extremamente democrático e duro: a morte e o luto. Espero que tenha conseguido fazer com que aqueles de vocês que estejam ou tenham passado por isso comecem a depositar uma visão sem rancor nem mágoas sobre essa parte de suas histórias, porque apenas assim vocês poderão honrar o resto de vida que lhes cabe.

É por quem já não pode mais desfrutar da vida que aqueles que ficam devem fazer dela a melhor jornada possível.

A fofoca prejudica quem fala e quem ouve

 

3 macacos sábios great

Na sociedade do espetáculo e das revistas de celebridade, falar da vida alheia virou hábito. Não há, em princípio, nada de errado em diagnosticar a vida alheia, em especial quando o diagnóstico tem origem em sentimentos de admiração ou compaixão.

Contudo, o que se vê em muitas rodas de conversa não é um diálogo saudável e inspirador sobre o outro, mas a famosa fofoca ou maledicência que, para longe de tentar resolver algum problema, visa mesmo criar confusão.

De início, é preciso alertar que a maledicência prejudica quem a profere e quem a ouve. O primeiro alimenta o veneno que há em sua alma e o propaga para o mundo e o segundo se contamina e pode acabar indo pelo mesmo caminho.

Já diria Nilton Bonder em sua obra “O sagrado”, que o abençoado não será amaldiçoado e o amaldiçoado não será abençoado. Quer isto dizer que é uma ilusão acreditar que, por meio de alguma espécie de desejo ou fofoca, é possível, de fato, prejudicar o outro. Com efeito, se não temos o poder de modificar ninguém, menos ainda temos o poder de afetar sua vida de qualquer modo. Apenas se esse outro se deixar abalar é que poderia haver algum efeito e, aí, não seria obra do fofoqueiro, mas do “fofocado”.

Portanto, as únicas pessoas que podem, de fato, se prejudicar com a maledicência são as que a proferem e as lhe dão ouvidos. E se o sujeito alvo da difamação “perder” algum “amigo” em virtude disso, na verdade amigo não perdeu, se livrou de alguém que, por algum motivo, já procurava uma razão para se afastar. Quem ouve uma fofoca e acredita no que houve sem verificar  os fatos se iguala ao fofoqueiro e, por certo, bom amigo não é nem nunca será. Basta lembrar dos macaquinhos chineses da foto acima: não fale o mal, não ouça o mal, não veja o mal.

Consequência lógica do raciocínio acima é concluir que quem se envolve nesse tipo de conversa revela seu próprio caráter e não o da pessoa alvo da intriga.

Não acredito que haja uma única criatura que nunca, em tempo algum, tenha se envolvido nesse tipo de conversa (ninguém é imaculado). O importante é não fazer disso um hábito.  É o falatório habitual que revela o íntimo de quem fala. Desabafos são normais, mas o hábito, esse sim é nefasto.

Quem tem esse hábito não deve, contudo, se culpar. Ao contrário, deve reconhecer isso com acolhimento e avaliar, com total sinceridade e peito aberto, as razões que o levaram a criar esse hábito.

Em geral, aquilo que criticamos no outro ou bem é algo que não gostamos nem aceitamos em nós mesmo ou bem é algo que invejamos e gostaríamos que o outro não tivesse (porque se quiséssemos conquistar seria cobiça e não inveja e estaríamos indo à luta e não fofocando). Em qualquer caso, a origem é uma não aceitação de si mesmo e o desejo de prejudicar o outro, na ilusão de que isso (i) é possível; e (ii) nos trará alguma alegria.

Sejamos sinceros, inexiste alegria nas intenções que visam o prejuízo alheio, ninguém gera alegria plantando discórdia, é uma equação impossível. Pelo contrário, quem assim age propaga negatividade e sentimentos nocivos e se contamina e se afunda na lama da insatisfação ainda mais. Sentimentos negativos devem ser afastados de nossa mente e não propagados pela fala.

Ninguém está a salvo de escorregar por esse caminho vez ou outra, portanto, é preciso muita disciplina e sinceridade consigo mesmo para identificar quando isso acontece e já se desviar desse caminho.

Por fim, é recomendável não participar de conversas dessa natureza, diga que você não se sente bem falando dos outros e que prefere não participar da conversa, preserve sua alma da discórdia. Pessoas que estão sempre a falar da vida alheia vão falar de você também, então, melhor nem criar muita intimidade.

Quem não aceitar esse tipo de postura não te respeita, quer ditar como você deve levar a sua vida. Você tem o direito de não querer participar de conversas que te façam mal, mas deve manifestar sua vontade de modo educado e calmo, sem julgar o outro.

Lembre-se de que você peca de forma diferente, mas também peca. Portanto, tenha paciência e apenas não se deixe contaminar e, se no pensamento vier um julgamento em relação ao fofoqueiro, afaste-o e procure lembrar de algum mau habito seu e trate de tentar mudá-lo, afinal, o mau hábito alheio não é problema seu.

A felicidade simples

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You learn something new every day

Fernando Pessoa uma vez escreveu: “às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido”. Confesso que quando li isso anos atrás não consegui compreender, me identificar.

Recentemente eu resgatei uma gatinha bebê da morte (apanhou de um gato e foi jogada fora, toda machucada). Uma semana depois ela está aqui ao meu lado, devorando o zíper do estojo e tentando de tudo para subir no teclado do computador enquanto escrevo. Se recuperou e está a turbo gata.

Fico vendo a Lilly brincar e crescer e consigo sentir o que o poeta sentiu ao ouvir o vento passar. É quase mágico poder sentir tanta felicidade e gratidão por algo tão singelo. Olhar a Lilly me trouxe paz e alegria.

É, vale à pena ter nascido só para presenciar essas pequenas coisas que engrandecem a vida.

Os juízes da vida

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Lembro-me, quando decidi estudar para ser juíza, de me perguntarem se eu não tinha medo da enorme responsabilidade que me aguardava, isto é, de julgar o destino das pessoas.

Penso que o juiz faz isso investido de um poder que lhe é conferido pelo Estado, como parte de um dos três poderes da República e dentro de um jogo com regras (leis) bastante claras e muitas vezes engessadas. Portanto, sua margem de discricionariedade tem limites bem delineados, traçados pelos representantes do povo, eleitos pelo voto. Ademais, a sentença é proferida após longo contraditório e ampla defesa, devendo ser funamentada.

Contudo, as mesmas pessoas que se assustam com a responsabilidade de um juiz proferem inúmeros julgamentos ao longo de suas vidas e no âmbito de suas relações pessoais e profissionais, que, muitas vezes, selam o destino do “réu” tanto quanto uma sentança o faria.

Esses julgamentos que fazemos na vida privada podem ser até mais sérios, pois não são feitos com respaldo em regras bem definidas nem com qualquer preocupação de imparcialidade ou contraditório e ampla defesas prévios. Pelo contrário, advêm de emoções mal trabalhadas, quando não do ódio, cuja real origem muitas vezes nem está no plano consciente.

A cada vez que, em nossa vida privada, proferimos um julgamento em relação a alguém fazemos o papel de juiz e, por conseguinte, deveríamos nos pautar pelas regras da razoabilidade, proporcionalidade, compaixão e impessoalidade.

Precisamos refletir se a medida que estamos tomando é necessária ao caso, se é adequada à situação e, depois, se é proporcional. Para isso é preciso se despir de emoções e interesses pessoais, bem como de inseguranças e necessidade de ter razão ou vencer. Se for impossível ter essa impessoalidade, a razão manda silenciar. Porque o julgamento será viciado e, muito provavelmente, irá gerar dor e/ou prejuízo a alguém.

Veja-se que o símbolo da Justiça é representado por uma deusa que segura uma balança de pratos (i.e., deve-se ouvir atentamente ambos os lados da história); venda nos olhos (i.e., deve-se ficar cego a preconceitos e emoções) e uma espada (i.e., é preciso ter coragem e assertividade para tomar a decisão necessária e imparcial e não a que lhe convém). A balança, por sua vez, tem um fiel, que é a razão com a qual se analisam ambos os lados de cada história.

Quaquer julgamento diferente disso é arbitrário, para não dizer leviano ou mal intencionado e isso se aplica a cada um de nós em nossas vidas cotidianas!

Quantas carreiras, amizades, reacionamentos, etc já foram prejudicados por julgamentos eivados de emoções traiçoeiras e negativas nesse mundo? Quantas sentenças sem direito de defesa já foram proferidas na vida privada?

Aliás, a cada vez que julgamos alguém deveríamos parar para refletir com base em que nos colocamos nessa posição de superioridade. Certamente há questões mal resolvidas internas que geram fragilidades, as quais, inconscientemente, buscamos proteger com a máscara da superioridade.

Todos temos responsabilidade pelas palavras ditas e, embora o direito à livre expressão seja constitucionalmente garantido, seu exercício não é ilimitado.

Injúria e difamação ainda são crimes no Código Penal, tanto quanto preconceitos raciais também são puníveis. Portanto, antes de julgar alguém na vida privada, é recomendável pensar se o conteúdo dessa “sentença” esbarra nos limites da injúria, da difamação e de outras leis. Ainda, é preciso identificar as consequências desses julgamentos, a fim de não prejudicarmos alguém apenas para proteger um orgulho ou insegurança que só nos afastarão das pessoas.

Em suma, nem só os juízes togados têm a responsabilidade por julgamentos, os “juízes” da vida também o tem, e muito!

Sobre força de vontade e superação

fenix

Quando falamos em força de vontade nos remetemos à simbologia do Escorpião e às boas características dos nativos desse signo, as quais apenas são manifestadas quando o indivíduo nascido sob o signo de Escorpião (ou sob forte influência desse) aprende a desenvolver suas potencialidades.

Em que pese ser um dos temas centrais de desenvolvimento daqueles que escolheram nascer sob o signo ou sob forte influência de Escorpião, a força de vontade é algo que todos podemos desenvolver. A diferença para os filhos de Escorpião é que, para eles, esse é um compromisso de vida assumido, uma missão a ser cumprida.

Pois bem, para entender a força de vontade devemos compreender a simbologia do Scorpio. Esse signo é simbolizado pela Fênix ascendente, uma águia que sai das cinzas rumo ao céu, em um voo esplendoroso. Mas vejam, ela saiu das cinzas. Portanto, força de vontade não é algo que pertence à situação de sucesso, mas algo que permite que o sucesso seja alcançado. A força de vontade tende a nascer nas cinzas, na dor, no sofrimento, permitindo a superação das situações difíceis e a transmutação do ser esmagado em águia.

Escorpião está conectado ao mundo da água, das emoções, do trabalho psicológico interno. Daí que a força de vontade não surge de fatores externos favoráveis, mas deve ser desenvolvida por dentro, justamente para nos capacitar internamente a enfrentar os desafios e injustiças do mundo externo.

Mas não é só. A força de vontade representada pela simbologia do Escorpião é o único e verdadeiro poder que existe. Scorpio simboliza a busca pelo poder e seu segredo é o fato de que o poder externo depende do único e real poder: o interno. Vencer no mundo externo depende do poder interno de superação, o qual, por sua vez, nasce do útero da força de vontade, já que é essa que permite a superação de si mesmo.

Observe as situações em que você se encontra fragilizado, injustiçado, acuado, triste, etc. De início, se você não se policiar, você vai ficando inerte, fraco, rabugento, invejoso, vai perdendo a capacidade de enfrentar o mundo e vai se afundando nos sentimentos de culpa, raiva, mágoa, entre outros. E, quanto mais você se afunda, menos você consegue sair da situação e mais você se sente oprimido. Consegue perceber que a raiz toda está na sua capacidade de se superar, isto é, de superar esses sentimentos internos limitadores e que lhe enfraquecem? Que apenas você mesmo está se impossibilitando de reagir?

E de onde vem essa capacidade de superação interna, que lhe trará reflexos externos? Ora, do desenvolvimento da força de vontade. É a partir dela que você poderá fazer como a Fênix e sair das cinzas alçando voo.

Não alimente sentimentos e crenças limitantes, lembre-se que a viabilidade da sua vitória nasce da sua capacidade de se empoderar interna e emocionalmente. Olhe-se no espelho e diga a si mesmo que você quer do fundo da sua alma se superar e vá alimentando pensamentos, palavras e atitudes dessa natureza, para que você desenvolva em si a real vontade de superar qualquer dificuldade, não importando o esforço que tenha que ser feito. Você é capaz. Onde há vontade, há um caminho (lema dos escorpiões)!

Não se deixe vencer pela dor muscular do exercício do primeiro dia; pelo cansaço ou medo de um trabalho mais desafiador; pela tristeza do fim de algo; pela dor de cabeça dos estudos, pense: em quero e vou conseguir e faça disso um mantra. Afinal, esse é o segredo do signo do poder e agora você também o conhece.