Como lidar com os seus medos

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Essa semana resolvi escrever um texto sobre os nossos medos. Por alguma razão, a vida tem me colocado diante de clientes em cujos mapas o fator medo é significativo.

Há inúmeros aspectos em um mapa astral que diagnosticam que a alma encarnada veio eivada de medos e bloqueios. Na maioria dos casos, o planeta Saturno, regente natural de Capricórnio, está envolvido, bem como alguma das casas do subconsciente (Casas IV; VIII ou XII).

Fugindo um pouco dos aspectos técnicos, passo a falar de pontos mais concretos. Na grande maioria dos casos que presencio, o sujeito tem talento e inteligência de sobra, mas a promessa de sucesso de seu mapa tarda a se concretizar plenamente – e às vezes nem sequer se efetiva – justamente porque a lógica do medo é tão forte na pessoa, que ela não se arrisca e fica sempre alguns degraus abaixo de onde poderia estar.

Por outro lado, há outros casos em que o talento ou a inteligência, apesar de presentes, não são tão marcados quanto naqueles mencionados acima, mas a pessoa não atua sob a lógica do medo e chega muito mais longe.

Portanto, muitas vezes nosso comportamento (quiçá inconsciente) nos impede de realizar o destino que está logo ali nos aguardando de braços abertos.

Por trás do medo, em regra, está uma não aceitação da nossa condição humana de vulnerabilidade diante da vida. Somos demasiado vulneráveis e não nos é dado saber ao certo o que exatamente acontecerá a partir dessa ou daquela ação; a nós cabe tão-somente lidar com o resultado e parte de nossa vulnerabilidade reside aí. Temos uma noção geral do resultado, mas sabemos que há fatores alheios ao nosso controle que operam por diversas vias, podendo afetar o desfecho pretendido. Portanto, nosso plano de ação pode, quando muito, traçar probabilidades.

Por sua vez, saber lidar com a nossa vulnerabilidade diante do incerto faz parte do aprendizado do desapego. De fato, o que está em nosso alcance é traçar um bom projeto, fazer o nosso máximo para concretizar cada etapa com excelência e, a partir daí, aceitar a nossa vulnerabilidade e confiar no que vier. Se tudo o que você poderia fazer foi feito e concluído com esmero, então não lhe resta mais nada senão desapegar do resultado e confiar no futuro. Você jamais terá total controle sobre tudo!

Por sua vez, esse exercício de confiança adentra a esfera da Casa XII astrológica, a qual é a última casa do Zodíaco, simbolizada pelo signo de Peixes (água corrente, fluxo que segue independentemente dos obstáculos).

A Casa XII trata de tudo aquilo que nos é ocultado, do destino, da fé e da espiritualidade. Daí é possível perceber que a fé está justamente no território do desconhecido. A certeza a que se dá o nome de fé é inexplicável e não requer nenhuma informação, pois ela incide justamente naquilo que não nos será, jamais, dado conhecer.

E, uma vez que na Casa XII também estamos no território da espiritualidade, temos que esse é o caminho ao desenvolvimento da fé. Por sua vez, o estudo e a prática espiritual (meios de se alcançar a fé) ensinam, antes e acima de tudo, a aceitação de nossa vulnerabilidade, bem como a prática do desapego (já descrito no início deste texto), justamente em virtude dessa mesma vulnerabilidade.

É através dessas lições que desenvolvemos fé na vida e em nós mesmos, a qual, a seu turno, é a ferramenta com a qual se dilui o medo.

Assim é que, mediante uma rotina espiritual e leituras afins, podemos aceitar nossa condição humana, alcançando o desapego em relação a resultados esperados e, então, adquirir fé na vida e em nós mesmos. A partir daí será possível ir dissolvendo a lógica do medo aos poucos e alcançando o seu destino que sempre esteve ali à sua espera.

Por fim, destaco que a psicologia (estudo da alma) é também uma prática espiritual, guiada por profissional habilitado para isso e que também lhe possibilitará o trabalho de aceitação de suas vulnerabilidades e descontrole dos resultados, o qual o levará a desenvolver a fé de que tratei nos parágrafos precedentes.

 

Por Mia Vilela

Capricórnio e seus defeitos

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Dando continuidade à série de artigos que trata dos signos e seus defeitos, passo a abordar Capricórnio.

Todos os signos têm em si defeitos e qualidades e depende do livre arbítrio do indivíduo qual dessas formas de manifestação vai predominar e em que intensidade. O mais comum é que ao longo da vida, conforme as circunstâncias forem dando ensejo, o indivíduo se depare com versões suas até então não reveladas.

Dito isso, passo a tratar de um dos principais defeitos de Capricórnio: o medo.

Capricórnio é o signo comumente associado ao trabalho, ao esforço, à persistência e à busca pelo status e valorização da tradição.

Contudo, o que a divulgação massificada da Astrologia não te conta é que esse signo também está associado ao medo. Mas medo de quê?

Medo do fracasso, da perda de uma boa imagem pública; medo de descer (ao invés de subir) degraus na escada da vida e da posição social/profissional. E, em uma análise mais aprofundada, Capricórnio teme a falta.

Talvez por saber como é difícil a conquista, quanto trabalho e esforço essa exige, Capricórnio teme a falta e, com isso, teme o futuro. Contudo, ter medo do futuro é ter medo da vida, pois essa apenas caminha para frente (e o signo seguinte a Capricórnio, Aquário, nos ensina isso).

É preciso que o capricorniano trabalhe dentro de si a fé na vida, a confiança em si mesmo e nos rumos da existência, a fim de que seus esforços e sacrifícios estejam hábeis a gerar todos os frutos possíveis.

Caso o capricorniano(a) se deixe levar por suas inseguranças, jamais arriscará um passo mais ousado e por vezes necessário, deixando de chegar ao topo de sua escalada.

É preciso que sua disciplina e precaução estejam acompanhadas da coragem e da certeza a fim de que o capricorniano possa ser tudo o que foi projetado para ser. Às vezes uma boa dose de Sagitário no mapa ajuda.

Capricórnio: um ambicioso secretamente emotivo

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No último post falamos sobre Sagitário, signo da religião, das leis, das grandes metas e ideais. Hoje, vamos falar do signo subsequente, Capricórnio; o signo que coloca em prática os ideais e metas traçados (simbolicamente) por Sagitário, aplica as leis criadas pelo signo anterior e dá sentido prático e concreto às suas filosofias.

Se pensarmos na fábula da cigarra e da formiga, Sagitário representa a cigarra e Capricórnio, a formiga. Todavia, a cigarra deve aprender que é possível cantar trabalhando e a formiga deve aprender que é possível trabalhar cantando.

Dito de outra forma, os nativos de Capricórnio precisam aprender ao longo da vida que é possível exercer as suas responsabilidades com graça e alegria, divertindo-se ao mesmo tempo.

Se fôssemos utilizar apenas uma palavra para descrever Capricórnio, essa palavra seria responsabilidade ou, talvez, pragmatismo, tanto faz. E, se em uma palavra pudéssemos descrever o que Capricórnio precisa aprender essa palavra seria emoção ou medo. Esses nativos precisam aprender a lidar com ambos.

O símbolo de Capricórnio é uma figura mítica, com corpo de cabra e rabo de peixe, simbolizando o estágio em que a alma sai do plano emocional e encara o plano material. O signo oposto a Capricórnio é Câncer, regido pela Lua, senhora absoluta das emoções. Assim, enquanto Câncer corre o risco de submergir em suas emoções, Capricórnio luta para sufocá-las e, assim, emergir desse oceano.

O leitor já deve ter ouvido falar que capricornianos são frios. Mas isso não é de todo correto.

Explica-se. Esses nativos são muito emotivos, mas deliberadamente tentam sufocar as suas emoções. Tal qual Saturno – o regente de Capricórnio – matou os seus filhos engolindo-os para que esses não o destronassem (Gaia, a mãe de Saturno, previu que ele seria destronado por um de seus filhos), os nativos de Capricórnio, por temerem ser prejudicados por suas emoções, tentam controlá-las engolindo tudo o que daí tentar emergir.

Se você duvida da sensibilidade dos Capricornianos, note como muitos deles lidam pessimamente com a morte e dores emocionais, evitando ao máximo relações muito íntimas similares àquelas nas quais a perda ocorreu. Conhecemos uma que ama cachorro, mas depois de perder a sua cachorrinha nunca mais se permitiu os 13/14 anos de alegria ao lado de um bichinho, por medo da dor da perda.

É devido a essa característica que esses sujeitos são reservados e introspectivos.

Outra característica desse signo é o desejo/meta de vida de “chegar lá”. E por “lá” entenda-se poder, status, renome, riqueza. É um signo de terra e, portanto, se realiza concretizando, materializando e, nesse caso, estamos falando da materialização de metas ligadas ao trabalho (daí a fama de ser o signo do trabalho).

Note, contudo, que o signo do trabalho diário, do serviço aos outros é Virgem, não Capricórnio.  Esse último é o signo da carreira, isto é, do trabalho como meio para projeção social.

Para realizar tal meta, esses nativos contam com uma paciência e persistência ímpares, que, aliadas ao seu domínio sufocante das emoções, os capacitam a lidar maravilhosamente bem no mundo corporativo e político, pois permitem a frieza e a cautela necessárias para se traçar um planejamento rumo ao topo, permitindo que encarem toda sorte de desafios sem perder a estrutura nem a compostura.

Eles sabem esperar pelo tempo das coisas (Saturno, seu regente, é o Deus do tempo e da velhice) e não caem na armadilha do orgulho, ao contrário, trabalham de maneira resiliente em cargos sem importância e, quando os seus pares menos esperam, pimba (!), o Capricórnio subiu mais um degrau na escalada do sucesso profissional e social.

Lembram-se da “waity Katy”(apelido dado à Duquesa de Cambridge, née Kate Middleton, quando namorava o príncipe William, fazendo referência aos longos anos de espera pelo pedido de casamento?), pois bem, a capricorniana será a futura rainha da Inglaterra. Nem o término do namoro a afastou de sua meta que foi pacientemente alcançada. Ainda, até hoje, o adjetivo discreta lhe serve muito bem, assim como a qualquer capricorniano típico.

A discrição e a astúcia para não criar inimigos (afinal, qual a finalidade deles mesmo?) ajudam o Capricórnio a transitar incólume no mundo da matéria, do poder e das corporações. Seu pragmatismo também lhe serve de grande ajuda no mundo material.

Uma capricorniana que conhecemos fazia terapia há anos e, perto dos 30 anos, descobriu o “Santo Graal” quando a sua terapeuta lhe revelou que ela poderia fazer uma escolha simplesmente porque tal escolha lhe agradava ou dava prazer, sem a necessidade de haver qualquer finalidade prática/material nisso. Foi como se ela tivesse descoberto a liberdade.

Em verdade, ela descobriu, sim, a liberdade que, para esses nativos, significa a libertação dos limites e amarras que eles próprios se colocam ao tentarem fazer da vida algo tão prático e sem emoção/sentimento profundo. É como se a vida se resumisse a uma enorme responsabilidade diária.

Tanto autocontrole lhes causa uma tristeza interior, frieza, solidão, podendo gerar doenças crônicas e problemas ósseos ou nas articulações, notadamente artrite e artrose.

Igualmente, os adjetivos mesquinho, interesseiro e calculista também representam os Capricornianos menos evoluídos.

E, em alguma medida ou circunstância, tal como se dá com todos os signos, os nativos apresentarão os defeitos inerentes ao seu signo solar, sendo a sua missão superá-los, rumo às qualidades positivas de seu signo.

Dessa forma, os capricornianos devem aprender com o seu signo oposto, Câncer (que também representa a sombra do Capricórnio), a lidar com as emoções, aceitando-as e deixando-as fluir sem medo. Do mesmo modo, devem aprender com Câncer a nunca se esquecerem de onde vieram quando chegarem ao seu destino mundano final.

O eixo Câncer-Capricórnio simboliza o “de onde vim”  e “para onde vou”, o que mostra a um e a outro que, nem bem podemos ficar presos eternamente no seio familiar, privando-nos de nosso destino, nem bem podemos seguir a nossa jornada e ambições esquecendo-nos de onde viemos.

Essa é a grande missão do Capricórnio, equilibrar seu passado com o seu futuro, a sua praticidade e ambição com as suas emoções. Caso contrário, o preço a ser pago será a solidão e a tristeza. Nesse aspecto, vale lembrar que o adjetivo soturno vem de Saturno, regente de Capricórnio.

Uma vez que atinjam esse equilíbrio, seu amor por paisagens bucólicas e uma vida tranquila (normalmente perto do campo) se torna mais consciente, daí porque você, leitor, pode conhecer alguns capricornianos que largaram tudo na cidade e foram viver de maneira simples no interior. Eles sabem viver com pouco quando aprendem certas lições e passam a ambicionar a paz interior.

Mas, para tanto, precisam lidar com o que talvez seja o seu pior fantasma e segredo: o medo do fracasso e da imagem pública que isso gera. Medo, está aí algo intimamente ligado a Saturno e a Capricórnio. Na análise de um mapa astral, seja lá de que signo for a pessoa, analisando Saturno vemos os seus medos e traumas.

Pessoas com a Lua em Capricórnio, por exemplo, têm mais medo do fracasso do que aquelas que são do signo de Capricórnio, pois a Lua diz onde buscamos segurança e, se posicionada em Capricórnio, a posição social e profissional é a fonte de segurança emocional do sujeito.

Profissionalmente, Capricórnio está associado com os cargos do poder executivo, gestão de empresas, trabalho com idosos, cargos públicos em geral ou que lidem com a res pública ou política.

Quando crianças, os capricornianos comumente têm uma postura mais madura do que os demais coleguinhas de sua idade, bem como logo aprendem quais as suas responsabilidades e as cumprem sem reclamar muito, como algo natural. Devem ser estimulados pelos pais a falarem de seus sentimentos e os encararem sem medo, bem como a encararem as derrotas sem o sentimento de vergonha. Ainda, pais de pequenos Capricórnios devem ensinar aos seus filhos que é possível trabalhar cantando e cantar trabalhando.

Nos mapas que nossa astróloga já teve a oportunidade de fazer (e não foram poucos), 100% das pessoas que trabalhavam mais de 10h por dia, em detrimento de uma qualidade de vida e de tempo para cuidarem de sua saúde, família e lazer eram de pessoas com o signo de Capricórnio proeminente ou que tinham Saturno muito forte no mapa. Todas se sentiam em uma prisão, mas mantinham essas longas jornadas em nome do status, dinheiro e perspectiva de crescimento que tinham em corporações de renome. No entanto, nenhuma se dizia realizada e todas tinham uma sensação de prisão que não sabiam explicar direito.

Faria bem à saúde do Capricórnio aprender que ser feliz tem, sim, finalidade prática e que a vida é feita de inúmeras facetas e não apenas de ambição.