Dia Internacional da Mulher: onde mora o feminino?

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Hoje, dia 8 de março, é comemorado o dia internacional da mulher. A data vem tomando mais vulto conforme o preconceito e a violência enfrentada pelas mulheres ao longo da história vem se descortinando através do grito feminino por liberdade, liberdade de ser.

Nem poderia ser diferente, em um céu onde Júpiter, planeta da expansão e da liberdade está habitando Escorpião, signo da violência, do sexo, do domínio, mas também da transmutação disso tudo na compreensão da natureza psicológica humana mais profunda. E Júpiter, também associado à mente superior, que compreende a si mesma e atribui significados e propósitos à vida, por meio da autoavaliação, contribui para essa transmutação.

Saturno em conjunção com Plutão em Capricórnio, por sua vez, requer a maior seriedade possível no tratamento das questões acima narradas, já que Plutão rege todas elas e, no signo de Capricórnio, combinado com esse Júpiter em Escorpião, alerta que haverá muito trabalho pela frente e que será preciso unir responsabilidade, seriedade e pragmatismo à empatia no trato dessa questão. Capricórnio é uma cabra com rabo de peixe e esse rabo lembra que trabalho e pragmatismo sem empatia levam a mais domínio e sujeição.

Pois bem. Esclarecido o céu do momento sob o ponto de vista social, como podemos lidar com o tema do feminino de maneira realmente produtiva e libertadora?

É simples, buscando o equilíbrio.

O arquétipo feminino vem sendo ligado ao longo de toda a história da mitologia, da Astrologia, contos de fadas e psicologia à parte da natureza humana que dá à luz (gesta uma vida); que nutre e cuida; que tem sensibilidade; que enfrenta as vulnerabilidades com acolhimento; que encontra na compaixão a força para enfrentar dias difíceis, pois acolhe a sua própria dor e a do outro, buscando soluções não violentas; que, pela memória, preserva valores de afeto e relações fundamentais à sobrevivência da espécie humana (recorde-se que a ciência já comprovou que o afeto é o ingrediente principal para a conexão dos neurônios na primeira infância). O arquétipo feminino encontra no céu sua simbologia por meio da Lua, satélite sem o qual a vida na Terra não seria possível, pois é a Lua quem regula as marés e os ciclos da terra a ser arada (e da fertilidade feminina e da bolsa de valores!).

Por sua vez, o arquétipo masculino, associado ao Sol, vem sendo relacionado à razão, à força, à assertividade, à vontade e à construção da individualidade. Está associado a uma força de vontade que luta para sobreviver de maneira mais impositiva.

Note-se que a palavra utilizada para descrever as características que comumente atribuímos às mulheres ou aos homens foi “arquétipo”, isto é, parte da natureza HUMANA, que sempre existiu e sempre existirá e que, sendo humana, integra a psiquê de cada um de nós, homens ou mulheres. O que se dá é que, por questões sociais, cada gênero acabou tendo permissão para desenvolver mais um dos lados do que o outro, gerando desequilíbrio interno e, por via de consequência, social também.

Assim é que, numa sociedade onde atribuiu-se valor apenas ao arquétipo masculino, o soterramento psicológico das características do arquétipo feminino levaram à intolerância, ao preconceito, ao ódio e à violência. Não à toa, boa parte das pessoas sonha em largar a vida corporativa, na qual praticamente há espaço apenas para a manifestação do arquétipo masculino, o que gera desequilíbrio e irritação generalizada nas pessoas, bem como stress e depressão.

Vejam, se fosse o contrário, isto é, se houvéssemos soterrado o arquétipo masculino, teríamos consequências similares, pois a negação de um dos lados da natureza humana provoca desequilíbrio e insatisfação interna que, acumulada, gera raiva e violência da mesma forma.

A solução do problema não está em pesar numa balança os arquétipos masculino ou feminino e ver qual tem maior importância, mas em equilibrar ambos dentro de cada um de nós, para que nossas palavras e ações no mundo reflitam esse equilíbrio e, passo a passo, com toda a paciência feminina, possam desconstruir essa lógica da violência.

Toda guerra, todo conflito começa dentro de nossas mentes antes de atingir uma magnitude social. É tempo de trazer à tona essa energia contida feminina dentro de cada um de nós e nos enxergarmos como seres humanos nus e vulneráveis que somos, mas que, pelo exercício da empatia, da paciência, da compaixão, somos extremamente fortes, pois conseguimos agir no mundo de forma consciente, racional, assertiva, criativa, mas olhando sempre ao redor, para que os benefícios sejam para todos, sob a lógica do cuidado com o outro.

É essa integridade interna que precisa ser buscada, a fim de que o preconceito e a violência contra a mulher acabem. É elevar o arquétipo feminino à categoria de qualidade e não mais de defeito, integrando-o com o arquétipo masculino, pois são complementares. O desequilíbrio afeta a nossa perpetuação como espécie, gera violência e limita a liberdade de todos nós, destrói nosso habitat e tira a paz de nossos lares.

Que tal buscarmos a integração Yin e Yan; feminino/masculino dentro de cada um de nós, para que a paz que buscamos possa vir? Ela é um mero reflexo de uma guerra interna, de uma conotação negativa do arquétipo feminino.

Não nos esqueçamos, todos viemos do ventre feminino, tivemos que ser nutridos e amados e isso foi fundamental para a formação de nossa consciência/princípio solar masculino (lembram que a conexão neural depende do afeto?). Afinal, na Astrologia Câncer (signo associado à Lua e ao feminino) vem antes de Leão (signo associado ao Sol e ao masculino), mas ambos são necessários para que cheguemos em Libra: relações sociais e justiça. Chega de guerra dos sexos, é tudo uma questão de integração, de unidade e de equilíbrio interior.

 

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