Dia Internacional da Mulher: onde mora o feminino?

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Hoje, dia 8 de março, é comemorado o dia internacional da mulher. A data vem tomando mais vulto conforme o preconceito e a violência enfrentada pelas mulheres ao longo da história vem se descortinando através do grito feminino por liberdade, liberdade de ser.

Nem poderia ser diferente, em um céu onde Júpiter, planeta da expansão e da liberdade está habitando Escorpião, signo da violência, do sexo, do domínio, mas também da transmutação disso tudo na compreensão da natureza psicológica humana mais profunda. E Júpiter, também associado à mente superior, que compreende a si mesma e atribui significados e propósitos à vida, por meio da autoavaliação, contribui para essa transmutação.

Saturno em conjunção com Plutão em Capricórnio, por sua vez, requer a maior seriedade possível no tratamento das questões acima narradas, já que Plutão rege todas elas e, no signo de Capricórnio, combinado com esse Júpiter em Escorpião, alerta que haverá muito trabalho pela frente e que será preciso unir responsabilidade, seriedade e pragmatismo à empatia no trato dessa questão. Capricórnio é uma cabra com rabo de peixe e esse rabo lembra que trabalho e pragmatismo sem empatia levam a mais domínio e sujeição.

Pois bem. Esclarecido o céu do momento sob o ponto de vista social, como podemos lidar com o tema do feminino de maneira realmente produtiva e libertadora?

É simples, buscando o equilíbrio.

O arquétipo feminino vem sendo ligado ao longo de toda a história da mitologia, da Astrologia, contos de fadas e psicologia à parte da natureza humana que dá à luz (gesta uma vida); que nutre e cuida; que tem sensibilidade; que enfrenta as vulnerabilidades com acolhimento; que encontra na compaixão a força para enfrentar dias difíceis, pois acolhe a sua própria dor e a do outro, buscando soluções não violentas; que, pela memória, preserva valores de afeto e relações fundamentais à sobrevivência da espécie humana (recorde-se que a ciência já comprovou que o afeto é o ingrediente principal para a conexão dos neurônios na primeira infância). O arquétipo feminino encontra no céu sua simbologia por meio da Lua, satélite sem o qual a vida na Terra não seria possível, pois é a Lua quem regula as marés e os ciclos da terra a ser arada (e da fertilidade feminina e da bolsa de valores!).

Por sua vez, o arquétipo masculino, associado ao Sol, vem sendo relacionado à razão, à força, à assertividade, à vontade e à construção da individualidade. Está associado a uma força de vontade que luta para sobreviver de maneira mais impositiva.

Note-se que a palavra utilizada para descrever as características que comumente atribuímos às mulheres ou aos homens foi “arquétipo”, isto é, parte da natureza HUMANA, que sempre existiu e sempre existirá e que, sendo humana, integra a psiquê de cada um de nós, homens ou mulheres. O que se dá é que, por questões sociais, cada gênero acabou tendo permissão para desenvolver mais um dos lados do que o outro, gerando desequilíbrio interno e, por via de consequência, social também.

Assim é que, numa sociedade onde atribuiu-se valor apenas ao arquétipo masculino, o soterramento psicológico das características do arquétipo feminino levaram à intolerância, ao preconceito, ao ódio e à violência. Não à toa, boa parte das pessoas sonha em largar a vida corporativa, na qual praticamente há espaço apenas para a manifestação do arquétipo masculino, o que gera desequilíbrio e irritação generalizada nas pessoas, bem como stress e depressão.

Vejam, se fosse o contrário, isto é, se houvéssemos soterrado o arquétipo masculino, teríamos consequências similares, pois a negação de um dos lados da natureza humana provoca desequilíbrio e insatisfação interna que, acumulada, gera raiva e violência da mesma forma.

A solução do problema não está em pesar numa balança os arquétipos masculino ou feminino e ver qual tem maior importância, mas em equilibrar ambos dentro de cada um de nós, para que nossas palavras e ações no mundo reflitam esse equilíbrio e, passo a passo, com toda a paciência feminina, possam desconstruir essa lógica da violência.

Toda guerra, todo conflito começa dentro de nossas mentes antes de atingir uma magnitude social. É tempo de trazer à tona essa energia contida feminina dentro de cada um de nós e nos enxergarmos como seres humanos nus e vulneráveis que somos, mas que, pelo exercício da empatia, da paciência, da compaixão, somos extremamente fortes, pois conseguimos agir no mundo de forma consciente, racional, assertiva, criativa, mas olhando sempre ao redor, para que os benefícios sejam para todos, sob a lógica do cuidado com o outro.

É essa integridade interna que precisa ser buscada, a fim de que o preconceito e a violência contra a mulher acabem. É elevar o arquétipo feminino à categoria de qualidade e não mais de defeito, integrando-o com o arquétipo masculino, pois são complementares. O desequilíbrio afeta a nossa perpetuação como espécie, gera violência e limita a liberdade de todos nós, destrói nosso habitat e tira a paz de nossos lares.

Que tal buscarmos a integração Yin e Yan; feminino/masculino dentro de cada um de nós, para que a paz que buscamos possa vir? Ela é um mero reflexo de uma guerra interna, de uma conotação negativa do arquétipo feminino.

Não nos esqueçamos, todos viemos do ventre feminino, tivemos que ser nutridos e amados e isso foi fundamental para a formação de nossa consciência/princípio solar masculino (lembram que a conexão neural depende do afeto?). Afinal, na Astrologia Câncer (signo associado à Lua e ao feminino) vem antes de Leão (signo associado ao Sol e ao masculino), mas ambos são necessários para que cheguemos em Libra: relações sociais e justiça. Chega de guerra dos sexos, é tudo uma questão de integração, de unidade e de equilíbrio interior.

 

A simbologia da morte na Astrologia

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Quando eu tinha 2 anos, minha avó materna faleceu; até aí, nada de anormal. Então eu depositei a relação neta-avó na minha tia-avó materna e era incrível! Mas aí, menos de 2 anos depois, ela descobriu um câncer e, com era viúva e sem filhos, pediu que minha mãe cuidasse dela. Foi montado um hospital em seu apartamento, pois ela queria partir em casa e, por diversas noites, minha mãe me colocava no carro a saíamos da Granja Viana rumo a São Paulo para cuidar dela. Foram anos difíceis e sem uma rotina de criança. Então, um dia, eu me deitei sobre minha tia-avó e a abracei bem apertado; quando viu aquilo, minha mãe perguntou porque eu estava ali, já que, desde que ela ficou “internada” em seu quarto, eu não havia mais entrado ali. Eu, então, respondi que estava me despedindo, já que ela iria partir no dia seguinte, e assim aconteceu.

Na sequência, meu avô materno ficou com esclerose e nós nos mudamos para a casa dele, para a minha mãe cuidar dele. Perdi meu quarto, minha rua para brincar e a vida no interior. Poucos meses depois minha mãe pediu que eu fosse ver se ele queria tomar água e ele já não estava mais entre nós.

Transferi meus afetos de neta ao meu tio-avô, irmão do meu avô. Mas 2  anos depois ele foi diagnosticado com Alzheimer e, como não tinha esposa nem filhos, pediu que minha mãe cuidasse dele. Ele foi um grande médico e professor da USP, fundador de cadeira e tudo, e sabia exatamente o que a vida lhe reservava. Comprou um apartamento para minha mãe no mesmo prédio que ele morava, pois sabia que ela precisaria estar “na mesma casa dele” quando a doença avançasse. Foram 10 anos cuidando dele e aprendendo a responder a mesma pergunta mil vezes sem esboçar qualquer sinal de repetição; vendo um adulto virar criança e desaprender, pouco a pouco, tudo o que aprendeu na vida, até ir embora de vez. Recordo-me que acordei assustada numa madrugada, fui ao quarto de mamãe e disse que eu achava que ele não ia passar daquele dia. Ela foi ao hospital e ele se foi.

Por volta de 5 anos mais tarde, minha mãe teve a recaída do câncer dela e foram 2,5 anos, novamente, vendo um ser humano voltar no tempo, perdendo todas as habilidades possíveis, esperando o dia em que partisse ao eterno. Noites e mais noites estudando em cama de hospital, até que, numa manhã, eu despertei de repente, às 6h, e senti que eu deveria ir correndo ao hospital. Chegando lá, os médicos estavam atordoados, porque não conseguiam mais mantê-la sedada; ela estava muito agitada. Entrei no quarto, ela me viu, tentou levantar e dizer algo, eu a abracei, ela respirou fundo e se foi. Eu tinha 22 anos.

A partir daí, foi a primeira vez que eu passei algum ano da minha vida sem ver alguém morrendo aos poucos ao meu lado. Então, fui processar tudo isso e também estudar sobre o assunto.

Vou dizer uma coisa, a mitologia tem uma função psicológica incrível e nos ajuda a passar pelas diversas fases da vida. Um melhor entendimento acerca disso pode ser encontrado na obra “Mito e transformação”, de Joseph Campbell.

Mas foi na Astrologia, estudando a simbologia de Escorpião (por sinal, meu ascendente) que eu fui entender tudo isso.

Agora, gostaria de compartilhar com vocês um pouco do que aprendi, porque, cedo ou tarde, quem vive vai se deparar com a morte e, ao longo da vida, passamos por diversas perdas que, psicologicamente, operam como pequenas mortes.

O símbolo de Escorpião é a Fênix que renasce das cinzas, num voo corajoso e firme às alturas. Mas, antes de poder voar, ela esteve nas cinzas (o famoso “fundo do poço”). O oitavo signo do Zodíaco simboliza a morte que, na verdade, corresponde à transmutação.

Não há morte no sentido de fim na natureza. Tudo se transforma. Quando você morre, seu corpo vira alimento a outros seres e sua alma alça algum voo que não nos é dado conhecer. Alimentamo-nos da morte quando comemos uma planta ou carne; quer gostemos ou não, a vida se alimenta da morte, porque a vida é cíclica e tudo se transforma o tempo todo. Para tanto, perde-se algo e ganha-se outra coisa no lugar.

Quando uma relação acaba, abre-se espaço para mudanças internas que nos conduzirão a outros relacionamentos possíveis, por exemplo. Quando alguém morre, abre-se espaço para aprendermos a lidar com os ciclos da vida de maneira saudável.

Escorpião simboliza a alquimia e o desapego, bem como o poder interior e a capacidade de regeneração. Afinal, é através da morte que aprendemos a transmutar nossos demônios internos, a sermos desapegados e a termos poder sobre nossas emoções. Porque se esse trabalho interno não for desenvolvido, a morte te levará às cinzas e a sua Fênix interna jamais vai alçar voo.

Portanto, foi por meio da Astrologia que eu compreendi a função daqueles episódios da minha infância. Foi com muito estudo (e terapia) que eu consegui fazer o processo de Escorpião e compreender um dos maiores mistérios da vida.

Dói muito perder quem se ama, mas, se você compreender que é isso que lhe conduzirá a um trabalho interno de transformação que lhe dará força para superar qualquer obstáculo na vida (porque aquele que não teme mais a morte consegue enfrentar qualquer demônio), sua dor não será convertida em sofrimento que, a longo prazo, vira doença, notadamente, depressão.

Escorpião é um signo do elemento Água e, portanto, ensina que lágrima cura. Diante da morte, chore. Chore muito, água é fluxo de emoção materializada e você vai precisar colocar isso para fora. Mas não se apegue à sua dor (lembra do desapego?). Saber que a morte não é um fim não irá lhe prevenir da dor da perda, mas vai evitar um sofrimento prolongado. Faz parte da vida, sabe? É isso que precisa ser compreendido.

Aceitar essa realidade significa não julgar se a morte é justa ou injusta, porque esse conceito não existe na natureza, apenas na mente humana. A justiça é simbolizada por Sagitário, que trata da mente humana superior que busca criar conceitos para regular a vida e extrair sentido dela, isto é, não é algo que pertence ao cosmos. Esqueça isso. Aceite e acolha a vida tal como ela é, com sua etapa final na morte. Não há vida sem morte e vice-versa, então, para amar a vida de verdade, você precisa aceitar a morte.

E isso só será possível mergulhando dentro de si e descortinando toda a sua raiva, indignação e qualquer sorte de sentimentos ruins que o evento tenha lhe trazido. O oitavo signo do Zodíaco nos remete ao oitavo trabalho de Hércules, onde o herói enfrenta a Hidra, um monstro de múltiplas cabeças que, quando uma é cortada, nascem mais três no lugar. Ele então se lembra dos conselhos de seu mestre, ajoelha-se e levanta a Hidra de baixo para cima, tirando-a a da caverna e levando à luz. A Hidra, então, morre e se transforma numa joia belíssima, que Hércules enterra.

O que esse mito quer mostrar, sob a ótica psicológica, é que a morte lhe permite trazer à luz seus demônios internos e transformá-los em força e capacidade de superação. É lidando com perdas de maneira construtiva que você se fortalece e adquire poder interior, compreendendo que o poder, também simbolizado por Escorpião, é interno e não externo. Você vai precisar cavar fundo no seu inconsciente e deixar morrer em si venenos emocionais que lhe impedem de cumprir o ciclo da vida que ainda pulsa em seu coração.

Aliás, Escorpião também simboliza raiva e violência; percebem o tamanho do pacote ligado à morte? Porque você vai sentir raiva e revolta em seu luto e isso faz parte do processo. Há uma lógica incrível na simbologia mitológica, que revela como nossa psique se comporta diante de certos acontecimentos.

Entender essa simbologia é o primeiro passo para conseguir conduzir sua alma de maneira saudável pelos áridos caminhos da vida, fazendo um jardim em cada deserto que se apresentar.

No próximo texto vou abordar a perspectiva científica do luto e da morte, extraída da obra da grande psicanalista Elizabeth Kubler Ross.

Este texto buscou trazer um pequeno novo olhar para algo extremamente democrático e duro: a morte e o luto. Espero que tenha conseguido fazer com que aqueles de vocês que estejam ou tenham passado por isso comecem a depositar uma visão sem rancor nem mágoas sobre essa parte de suas histórias, porque apenas assim vocês poderão honrar o resto de vida que lhes cabe.

É por quem já não pode mais desfrutar da vida que aqueles que ficam devem fazer dela a melhor jornada possível.

Por que nem todas as pessoas do mesmo signo ou com o mesmo mapa são iguais?

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Muitas pessoas olham a Astrologia com desconfiança, sob o argumento de que nem todas as pessoas de um determinado signo são iguais ou, indo mais além, argumentam que nem todo mundo que nasceu em determinado dia, local e horário tem o mesmo destino.

Isso é verdade, as pessoas, independentemente de compartilharem o mesmo signo ou mapa astral, não têm a mesma personalidade nem o mesmo destino. Por quê?

O equívoco está na visão que se tem da Astrologia. Os astros não determinam quem você é nem os acontecimentos de sua vida. Eles indicam as formas de expressão possíveis na sua personalidade e a natureza das experiências de vida pelas quais você irá passar. Contudo, eles não revelam exatamente como você vai se desenvolver ou quais os acontecimentos específicos pelos quais você vai passar, salvo casos muito pontuais.

Por exemplo: o mesmo aspecto que indica habilidade para o sujeito se tornar um cirurgião também revela habilidade para ser açougueiro. As decisões do sujeito e as circustâncias de vida somadas irão conduzi-lo a um ou outro caminho.

Quando estudamos Astrologia não podemos fazer uma interpretação que desconsidere o livre arbítrio nem as influências externas em nossa vida. São justamente esses fatores que irão determinar como a personalidade revelada pelo mapa e o caminho de vida ali indicado irão se manifestar e desenvolver-se.

Toda e qualquer configuração de mapa pode ser expressada na vida do indivíduo de forma positiva ou negativa, tudo é dual e os caminhos possíveis que serão efetivamente traçados dependem de cada um e das circunstâncias ao redor.

O mapa astral nada mais é do que um manual de instruções sobre como utilizar seus potenciais e caminhos de vida da melhor maneira possível, aproveitando ao máximo cada oportunidade, as quais são reveladas pelas previsões. Mas é você quem decide e maneja a si mesmo.

Citando outro exemplo: uma Vênus muito bem aspectada indica sorte, facilidades, ganho financeiro e habilidade de relacionamentos. Por outro lado, também indica auto indulgência, preguiça, vaidade. Vai depender de cada um qual desses lados da personalidade irá prevalecer.

O ambiente ao redor e as pessoas com as quais convivemos contribuem para que esse ou aquele traço de nossa personalidade e destino ganhem mais força. Por isso, é de suma importância tomar muito cuidado com quem escolhemos para estar ao nosso lado nessa jornada e, igualmente, devemos observar como estamos contribuindo para a jornada do próximo.

Esse papo de que cada um é o único responsável pela própria felicidade e destino é parcialmente verdade e parcialmente mentira. De fato, somos responsáveis pelo que fazemos com o que a vida fez de nós, mas somos inconscientemente influenciados pelo contexto ao redor a todo momento (tanto é assim, que o marketing trabalha em cima desse nosso ponto cego). Há chefes, por exemplo, que impedem por completo o crescimento do funcionário e, num contexto de economia forte, esse funcionário pode procurar outro emprego; mas em uma situação de crise, essa saída nem sempre é possível, por exemplo.

Quanto às características dos signos, podemos citar como exemplo as seguintes personalidade de Escorpião ou com ascendente em Escorpião:

Signo de Escorpião Ascendente em Escorpião
·        Maria Antonieta;

·        Grace Kelly;

·        Martin Luther King;

·        Lula;

·        Príncipe Charles;

·        Madame Curie;

·        Picasso

·        Margaret Tatcher;

·        Napoleão Bonaparte;

·        Mussolini;

·        Christian Dior;

·        Sigmund Freud

Escorpião é o signo ligado ao poder e é fácil notar que as personalidades acima, de uma forma ou de outra, exerceram grande poder. Igualmente, é um signo extremista, de pessoas pouco toelrantes e cujas ideias são bem fortes e, de uma forma ou de outra, as personalidades acima têm essa marca. A sedução também está ligada a esse signo tano quanto a capacidade de perceber profundamente a natureza humana. Se o sujeito vai usar essa habilidade para criar uma moda atemporal, como Dior; uma arte provocadora, como Picasso; para encantar o público como Grace Kelly; para decifrar a psicanálise e trazê-la como ciência, como Freud ou para manipular sociedades como certos políticos ou para conduzi-las com mãos de ferro ou rumo à liberdade, bem, aí, vai do livre arbítrio de cada um.

O que é comum a essas pessoas é uma forte capacidade de se reinventarem e de terem poder sobre si e sobre os outros. Não necessariamente na proporção Napoleônica, mas repare nas pessoas que você conhece de Escorpião e me diga se esses traços não são comuns?

Ah, sim, talvez você conheça o pior tipo, aquele que definha com seus medos e mágoas e chega no fundo do poço. Bem, se ele/ela não se suicidar (isso é bem Escorpião), cedo ou tarde vai renascer, observe. Com eles é tudo ou nada: ou morrem com suas próprias perturbações ou renascem como a Fênix.

Escorpião foi apenas o exemplo utilizado, mas isso se dá com todos os signos. Portanto, nada de colocar a culpa nas estrelas, vamos assumir as rédeas de nossas vidas e utilizar os astros como guias que nos orientam para onde apontar nossas flechas e como utilizá-las da melhor forma.

 

Por Mia Vilela

 

Sobre força de vontade e superação

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Quando falamos em força de vontade nos remetemos à simbologia do Escorpião e às boas características dos nativos desse signo, as quais apenas são manifestadas quando o indivíduo nascido sob o signo de Escorpião (ou sob forte influência desse) aprende a desenvolver suas potencialidades.

Em que pese ser um dos temas centrais de desenvolvimento daqueles que escolheram nascer sob o signo ou sob forte influência de Escorpião, a força de vontade é algo que todos podemos desenvolver. A diferença para os filhos de Escorpião é que, para eles, esse é um compromisso de vida assumido, uma missão a ser cumprida.

Pois bem, para entender a força de vontade devemos compreender a simbologia do Scorpio. Esse signo é simbolizado pela Fênix ascendente, uma águia que sai das cinzas rumo ao céu, em um voo esplendoroso. Mas vejam, ela saiu das cinzas. Portanto, força de vontade não é algo que pertence à situação de sucesso, mas algo que permite que o sucesso seja alcançado. A força de vontade tende a nascer nas cinzas, na dor, no sofrimento, permitindo a superação das situações difíceis e a transmutação do ser esmagado em águia.

Escorpião está conectado ao mundo da água, das emoções, do trabalho psicológico interno. Daí que a força de vontade não surge de fatores externos favoráveis, mas deve ser desenvolvida por dentro, justamente para nos capacitar internamente a enfrentar os desafios e injustiças do mundo externo.

Mas não é só. A força de vontade representada pela simbologia do Escorpião é o único e verdadeiro poder que existe. Scorpio simboliza a busca pelo poder e seu segredo é o fato de que o poder externo depende do único e real poder: o interno. Vencer no mundo externo depende do poder interno de superação, o qual, por sua vez, nasce do útero da força de vontade, já que é essa que permite a superação de si mesmo.

Observe as situações em que você se encontra fragilizado, injustiçado, acuado, triste, etc. De início, se você não se policiar, você vai ficando inerte, fraco, rabugento, invejoso, vai perdendo a capacidade de enfrentar o mundo e vai se afundando nos sentimentos de culpa, raiva, mágoa, entre outros. E, quanto mais você se afunda, menos você consegue sair da situação e mais você se sente oprimido. Consegue perceber que a raiz toda está na sua capacidade de se superar, isto é, de superar esses sentimentos internos limitadores e que lhe enfraquecem? Que apenas você mesmo está se impossibilitando de reagir?

E de onde vem essa capacidade de superação interna, que lhe trará reflexos externos? Ora, do desenvolvimento da força de vontade. É a partir dela que você poderá fazer como a Fênix e sair das cinzas alçando voo.

Não alimente sentimentos e crenças limitantes, lembre-se que a viabilidade da sua vitória nasce da sua capacidade de se empoderar interna e emocionalmente. Olhe-se no espelho e diga a si mesmo que você quer do fundo da sua alma se superar e vá alimentando pensamentos, palavras e atitudes dessa natureza, para que você desenvolva em si a real vontade de superar qualquer dificuldade, não importando o esforço que tenha que ser feito. Você é capaz. Onde há vontade, há um caminho (lema dos escorpiões)!

Não se deixe vencer pela dor muscular do exercício do primeiro dia; pelo cansaço ou medo de um trabalho mais desafiador; pela tristeza do fim de algo; pela dor de cabeça dos estudos, pense: em quero e vou conseguir e faça disso um mantra. Afinal, esse é o segredo do signo do poder e agora você também o conhece.

Como lidar com os seus medos

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Essa semana resolvi escrever um texto sobre os nossos medos. Por alguma razão, a vida tem me colocado diante de clientes em cujos mapas o fator medo é significativo.

Há inúmeros aspectos em um mapa astral que diagnosticam que a alma encarnada veio eivada de medos e bloqueios. Na maioria dos casos, o planeta Saturno, regente natural de Capricórnio, está envolvido, bem como alguma das casas do subconsciente (Casas IV; VIII ou XII).

Fugindo um pouco dos aspectos técnicos, passo a falar de pontos mais concretos. Na grande maioria dos casos que presencio, o sujeito tem talento e inteligência de sobra, mas a promessa de sucesso de seu mapa tarda a se concretizar plenamente – e às vezes nem sequer se efetiva – justamente porque a lógica do medo é tão forte na pessoa, que ela não se arrisca e fica sempre alguns degraus abaixo de onde poderia estar.

Por outro lado, há outros casos em que o talento ou a inteligência, apesar de presentes, não são tão marcados quanto naqueles mencionados acima, mas a pessoa não atua sob a lógica do medo e chega muito mais longe.

Portanto, muitas vezes nosso comportamento (quiçá inconsciente) nos impede de realizar o destino que está logo ali nos aguardando de braços abertos.

Por trás do medo, em regra, está uma não aceitação da nossa condição humana de vulnerabilidade diante da vida. Somos demasiado vulneráveis e não nos é dado saber ao certo o que exatamente acontecerá a partir dessa ou daquela ação; a nós cabe tão-somente lidar com o resultado e parte de nossa vulnerabilidade reside aí. Temos uma noção geral do resultado, mas sabemos que há fatores alheios ao nosso controle que operam por diversas vias, podendo afetar o desfecho pretendido. Portanto, nosso plano de ação pode, quando muito, traçar probabilidades.

Por sua vez, saber lidar com a nossa vulnerabilidade diante do incerto faz parte do aprendizado do desapego. De fato, o que está em nosso alcance é traçar um bom projeto, fazer o nosso máximo para concretizar cada etapa com excelência e, a partir daí, aceitar a nossa vulnerabilidade e confiar no que vier. Se tudo o que você poderia fazer foi feito e concluído com esmero, então não lhe resta mais nada senão desapegar do resultado e confiar no futuro. Você jamais terá total controle sobre tudo!

Por sua vez, esse exercício de confiança adentra a esfera da Casa XII astrológica, a qual é a última casa do Zodíaco, simbolizada pelo signo de Peixes (água corrente, fluxo que segue independentemente dos obstáculos).

A Casa XII trata de tudo aquilo que nos é ocultado, do destino, da fé e da espiritualidade. Daí é possível perceber que a fé está justamente no território do desconhecido. A certeza a que se dá o nome de fé é inexplicável e não requer nenhuma informação, pois ela incide justamente naquilo que não nos será, jamais, dado conhecer.

E, uma vez que na Casa XII também estamos no território da espiritualidade, temos que esse é o caminho ao desenvolvimento da fé. Por sua vez, o estudo e a prática espiritual (meios de se alcançar a fé) ensinam, antes e acima de tudo, a aceitação de nossa vulnerabilidade, bem como a prática do desapego (já descrito no início deste texto), justamente em virtude dessa mesma vulnerabilidade.

É através dessas lições que desenvolvemos fé na vida e em nós mesmos, a qual, a seu turno, é a ferramenta com a qual se dilui o medo.

Assim é que, mediante uma rotina espiritual e leituras afins, podemos aceitar nossa condição humana, alcançando o desapego em relação a resultados esperados e, então, adquirir fé na vida e em nós mesmos. A partir daí será possível ir dissolvendo a lógica do medo aos poucos e alcançando o seu destino que sempre esteve ali à sua espera.

Por fim, destaco que a psicologia (estudo da alma) é também uma prática espiritual, guiada por profissional habilitado para isso e que também lhe possibilitará o trabalho de aceitação de suas vulnerabilidades e descontrole dos resultados, o qual o levará a desenvolver a fé de que tratei nos parágrafos precedentes.

 

Por Mia Vilela

De quem é a culpa pela maçã?

Eva e a maçã

Quando Eva comeu a maçã e perdemos o Paraíso, tal não se deu porque Deus assim o desejou, mas porque o livre arbítrio do homem, guiado pela eterna ganância daquilo que não lhe pertence, a fez tomar uma decisão egoísta e o resto foi consequência de uma má decisão.

Trata-se de um simbolismo que pretende evidenciar que, na condição humana, somos plenamente livres para tomarmos qualquer decisão, mas eternamente escravos de suas consequências. Ainda, decisões egoístas são capazes de nos trazer uma satisfação momentânea (lembre-se que a maçã acaba logo após a última mordida), mas suas consequências negativas afetam não apenas nós mesmos, mas todos a nossa volta (ou você vive no Paraíso?).

Como se sabe, o homem não é uma ilha, mas um ser social, de modo que inexiste sequer uma decisão sua que não seja capaz de afetar, também, as pessoas à sua volta.

Ressalto que optei por iniciar o texto com o primeiro episódio da criação (sob a ótica religiosa), porque entendo que a interpretação que demos a esse episódio mostra muito mais nossa própria natureza do que a divina. Em nenhum momento Deus intervém na decisão de Eva, mas, por decisão nossa, optamos por acreditar que tudo foi porque assim desejou o Criador. Creio que não.

Me parece que havia uma lei natural de que, se comida a maçã, haveria a perda do Paraíso, cabendo à humanidade decidir se preferia se conformar com sua posição de vulnerabilidade ou se desejaria deixar-se levar por seu ímpeto de querer sempre mais do que lhe cabe e, por consequência e não castigo, perder o Paraíso.

No entanto, preferimos colocar a responsabilidade for de nós.

E em quantos episódios do seu dia a dia você não observa pessoas arcando com as consequências de suas decisões, mas culpando alguém ou algum fator externo for isso? Chegamos no limite de culpar Deus por nossos atos. Nenhuma criança na Terra passa fome porque Deus quer ou é injusto, mas porque criamos um mecanismo de vida que aceita essa fome, enquanto engordamos e jogamos nossa saúde no lixo comendo mais do que nos cabe comer, comprando mais do que precisamos ter, etc. E, caso o leitor esteja se perguntando, já adianto, sim, me incluo nessa lista, não sou perfeita.

Culpamos até mesmo o Criador que apenas disse amai uns aos outros como a si mesmos; que nos ensinou o perdão, a tolerância, o amor, enfim, o caminho para a felicidade. Chegamos ao cúmulo de culpar justo o nosso maior Pai pelas consequências de nossas más decisões.

Usamos o dom do livre arbítrio (leia-se da liberdade natural que nos foi dada) como se fosse um castigo, esquivando-nos das responsabilidades que nos cabem, nos fazendo de vítima da vida e das situações e acreditando que fomos castigados ou injustiçados. Mas, como as coisas chegaram a tanta injustiça?

Isso me faz lembrar da importância da denominada justiça restaurativa, que nos ensina 5 passos (perguntas) que devemos nos fazer diante dos conflitos da vida:

  1. O que aconteceu do seu ponto de vista?
  2. O que você estava pensando naquele momento? Como estava se sentindo?
  3. Quem mais foi afetado e como?
  4. O que você precisa para seguir adiante e se sentir melhor?
  5. O que precisa acontecer agora para reparar o dano / colocar as coisas em ordem? O que VOCÊ poderia fazer?

 

Esse passo a passo coloca o dom do livre arbítrio a nosso favor, centrando-nos como protagonistas de nossas próprias vidas e retirando-nos da prisão da vítima, que vira escrava de sua inércia, acreditando ilusoriamente que a culpa está sempre do lado de fora. É preciso que nos perguntemos como as coisas chegaram onde estão e de que forma contribuímos para isso, ainda que tenha sido por omissão e não por ação. É preciso parar de remoer e culpar para que se possa agir e superar.

Vivemos na dimensão do tempo que apenas caminha para frente, o que é um bom indicativo de que direção devemos tomar a cada momento: para frente. O tempo e a vida não param e não voltam. Você está inserido neles, então, por que você fica remoendo, culpando, alimentando o passado e ficando inerte no presente? É preciso agir para seguir em frente, rumo ao crescimento interno e externo, rumo à vida que tem como destino final a morte, é verdade. Mas até lá devemos viver e não remoer como quem gira em vão tal qual um carro atolado.

Em termos mais lúdicos: como você se deixou ser tão ofendido por seu chefe por tanto tempo? Como você se afastou de seu filho? Como deixou que uma discussão com seu amigo virasse um conflito sério? Etc, etc, etc. Será mesmo que a culpa é sempre e exclusivamente externa? Será que não haveria nada que poderíamos ter feito de diferente para cessar o conflito antes ou mesmo impedi-lo? Quantas vezes brigamos e nos damos mal por querermos sempre mostrar que temos razão ao invés de sermos mais cordatos e seguirmos felizes?

Quantos “não” deixaram de ser ditos, levando a uma situação de violência contra nós mais séria? Será que se tivéssemos batido o martelo na mesa na primeira ofensa as coisas teriam chegado tão longe?

Porque, sejamos sinceros, de que adiante ser a vítima infeliz da vida? Me conta que tipo de benefício isso lhe traz, a não ser colocar o seu destino na mão dos outros e jogar o seu livre arbítrio e a liberdade que Deus lhe deu no lixo?

Agora, sair do papel da vítima e resolver os conflitos ativamente, assumindo, inclusive, interna e sinceramente, a sua parte da responsabilidade pelo rumo das coisas requer responsabilidade e sinceridade consigo mesmo. Viver requer responsabilidade. E, meus caros: inexiste liberdade sem responsabilidade. São irmãs siamesas.

Por sua vez, sem essa responsabilidade e sinceridade consigo mesmo inexiste amor próprio e, por consequência, inexiste tolerância/amor em relação ao outro. Lembre-se da lição: amais o próximo COMO a si mesmo (i.e., do mesmo modo). Logo, por lógica primária, se você não consegue lidar com os seus defeitos e fracassos, tampouco conseguirá lidar com os defeitos e fracassos alheios e a consequência é o conflito e a culpabilização externa.

Não, meus caros, o Criador, seu Pai, não deseja que você viva preso em seu ódio, sua raiva, sua intolerância, seu desamor, sua inveja, sua ganância, seu egoísmo e seja um servo da infelicidade e habite a casa do conflito; como todo bom pai, ele deseja te ver feliz, em paz e nos braços do amor, mas ele não é você e não pode fazer nada em seu lugar. Pode sim, te ajudar nos momentos de crise, te dar forças, mas você é o único responsável pelo que faz.

Do mesmo modo as estrelas / a Astrologia não determinam a sua vida, lhe mostram os caminhos e suas consequências, cabendo a você decidir se come a maçã ou todas as outras frutas possíveis.

Boa semana.

Aceitando a si mesmo e os outros

mandala yin yan

Uma das principais funções da Astrologia é auxiliar as pessoas no autoconhecimento e no conhecimento dos demais seres humanos. Enquanto o mapa astral revela a essência do sujeito, a Astrologia, com sua linguagem simbólica, revela os tipos de personalidade existentes e seus lados bons e ruins.

Como muitos de vocês já sabem, o Zodíaco é composto por 12 signos, os quais correspondem a 12 tipos básicos de personalidade. E, embora cada um de nós tenha nascido sob um único signo – sendo o desenvolvimento das boas qualidades desse signo o nosso caminho de vida e segredo de realização – todos temos um pouco de cada um dos 12 signos em nosso comportamento.

Explico. O mapa astral é composto de 12 casas e, em regra, cada signo ocupa uma casa do mapa. Por ocupar quero dizer que cada um dos 12 signos em um mapa astral marca o início (cúspide) de cada uma das 12 casas. Em alguns casos específicos há o que chamamos de interceptação de casas e, nessa hipótese, haverá 2 signos que não ocuparão o início (cúpide) de nenhuma casa, estando localizados totalmente dentro (presos) de 2 casas opostas entre si; enquanto outro par de signos ocupará o início (cúspide) dessas mesmas 2 casas.

E, na medida em que cada casa do mapa representa um setor de nossas vidas e cada signo marca a cúspide de cada casa, em cada setor de nossas vidas agimos conforme a tônica daquele signo.

Abaixo, a lista bastante resumida com as áreas da vida representadas por cada casa do mapa astral:

Casa I: personalidade no sentido de máscara social; como iniciamos as coisas; corpo físico e infância;

Casa II: como lidamos com posses, dinheiro e comida; nossos valores;

Casa III: irmãos, comunicação, estudos, viagens curtas;

Casa IV: a família que nos trouxe ao mundo; primeiro nível do subconsciente; essência da pessoa; gravidez para mulheres; relação com pai ou mãe; velhice;

Casa V: romances; filhos; lazer; expressão criativa;

Casa VI: rotina; saúde; animais de estimação; colegas de trabalho; trabalho do dia a dia;

Casa VII: casamento; sociedades; amigos muito próximos; nossa sombra (o lado que não desenvolvemos de nossa personalidade e, por consequência, atraímos pessoas que personificam esse lado sombra);

Casa VIII: sexo; heranças; empréstimos; divórcio; como lidamos com os valores e dinheiro dos outros; tabus; morte;

Casa IX: viagens longas; processos judiciais; religião e crenças; filosofia de vida; estudos superiores;

Casa X: projeção social; carreira; chefes; hierarquias; relação com pai ou mãe; o destino que controlamos;

Casa XI: amigos; grupos em geral; política; metas;

Casa XII: espiritualidade; inimigos ocultos; fé; destino que não controlamos.

Dessa forma, a título de exemplo, vou utilizar o signo de Sagitário. Cada um terá esse signo ocupando uma ou mais casas (conforme haja interceptação de casas no mapa ou não) e a casa ocupada pelo signo será a área da vida em que a pessoa agirá com a tônica dos sagitarianos. Sagitário, em breve síntese, representa expansão, espontaneidade, falta de limites, conhecimento, julgamento. Vejamos:

Sagitário na Casa I (ascendente): otimista, começa as coisas com fé e destemidamente; espontâneo, tendência a engordar especialmente nos quadris;

Sagitário na Casa II: ganha dinheiro fácil e gasta mais fácil ainda; valoriza o conhecimento e o crescimento pessoal através do conhecimento; precisa de uma filosofia de vida a ser seguida;

Sagitário na Casa III: amigável, social, julgador, fala sem pensar;

Sagitário na Casa IV: a família prega a liberdade e o conhecimento, mas valoriza status e projeção social, o sujeito gosta do campo e tende a ter sorte na velhice;

Sagitário na casa V: namorador, sortudo, brincalhão, gosta de eventos sociais;

Sagitário na casa VI: idealiza o trabalho, julgador com colegas de trabalho, precisa de animais de estimação, tende a ser descuidado com a saúde;

Sagitário na casa VII: pode ver o casamento como prisão, procura parceiro mais livre e que goste de aventura, atrai pessoas julgadoras e idealistas porque este é seu lado sombra;

Sagitário na Casa VIII: não teme a morte, curiosidade para se aprofundar em estudos sobre os mistérios da vida, sorte com heranças;

Sagitário na casa IX: ama viajar e almeja profundidade de conhecimento, tende a ter uma religião e ser bastante julgador em relação às crenças dos outros;

Sagitário na casa X: ambicioso, quer alçar grandes voos, idealiza a carreira e pode acabar sem rumo por nunca achar que o caminho escolhido é suficiente;

Sagitário na casa XI: muitos amigos e gosta de pregar suas ideias a grandes grupos, sendo atraído pela política;

Sagtário na casa XII: busca se aprofundar espiritualmente, alma livre e curiosa, proteção espiritual.

Dessa forma, temos um pouco de cada um em nós mesmos, o que nos deve levar a repensar antes de julgarmos o lado negativo dos outros, porque sempre teremos aquela mesma tendência negativa em algum setor de nossas vidas.

Na Astrologia tudo pode ser bom ou ruim, dependendo de qual lado da energia/potencial o sujeito alimentar. Entender essa dualdade da vida e de nós mesmos nos ajuda a aceitar melhor nossos defeitos e dificuldades e compreender melhor os outros, fazendo com que tenhamos relações mais saudáveis e satisfatórias.

Essa compreensão também é de grande valia para auxiliar o aprimoramento de nosso amor próprio, pois no momento que entendemos que o Universo compreende forças boas e ruins e que nós as temos em nossa alma em medidas determinadas, podemos acolher nosso lado sombra, diminuindo nossa culpa, vergonha ou auto flagelação, possibilitando que passemos a trilhar um caminho de cura ao invés da inércia da auto condenação que só leva à depressão. Acolher nossos potenciais ruins significa abrir o caminho para a sua mitigação e tornar consciente os momentos em que estamos mais sujeitos a agir de maneira insatisfatoria, permitindo que possamos dar mais ênfase e mais alimento às nossas potencialidades boas, evoluindo sempre.

Essa conscientização de si mesmo e do outro nos leva ao patamar de sermos sempre melhores em relação a nós mesmos, pois, afinal, não nascemos para sermos bons, nascemos para nos tornarmos melhores sempre. Vejam que a base dessa comparação não é o outro, mas nós mesmos, porque não temos a história de vida nem a personalidade do outro. Notem que, em nenhum momento, o mapa indica influência na vida alheia, então, é a partir do cuidado e aceitação próprios que podemos extrair o melhor que a vida tem a nos dar e o melhor de nossas relações com os outros. É amando a si próprio e aceitando sua sombra que o sujeito pode amar o próximo e atrair para si pessoas mais em linha com a sua noção de felicidade.

Portanto, lembrem-se: se algo no coleguinha te incomoda, busque saber em que área de sua vida você possui essa tendência que julga ser ruim e trate de trabalhar nisso, para que sua relação seja melhor e para que você não saia prejudicado no final.

Boa semana a todos.