Jung e a Astrologia

Jung faz horóscpo

Para Jung, a Astrologia era a Psicologia do mundo antigo. Em sua obra e nas cartas trocadas (e que hoje estão publicadas), Jung demonstrava conhecimento e respeito pela Astrologia, a ponto de utilizá-la para entender seus pacientes mais difíceis.

No volume 9/2 de sua obra completa (“Aion”), Jung disponibiliza, por exemplo, um capítulo (VI) sobre o signo de Peixes.

A Astrologia corresponde a uma linguagem simbólica, por meio da qual se explica a psique humana e Jung colocou isso em linguagem científica, traduzindo para a Psicologia os simbolismos da Astrologia.

O psicólogo ou psiquiatra tratam dos problemas que o mapa astral diagnostica. Por sua vez, as previsões astrológicas mostram o momento exato para que esse ou aquele ponto da psique sejam tratados, já que revela os momentos da vida em que o indivíduo estará apto a adentrar o seu inconsciente e conseguir compreender os fantasmas que o afligem.

Veja-se que não há nada de místico ou mágico nisso tudo, trata-se da maneira como internalizamos arquétipos que preexistem ao nosso nascimento. Trata-se de compreender que fazemos parte de um todo maior e que, acreditando ou não, estamos conectados com esse todo e nossa vida é regida por ciclos, dentro dos quais podemos apenas escolher a maneira como lidaremos com isso.

Esse fato não pode ser alterado pela nossa crença pessoal, melhor mesmo é aceitar que nascemos com um excelente manual de instrução chamado mapa astral, que pode nos conduzir pela estrada do autoconhecimento e, com a ajuda de profissionais da Psicologia e da Psiquiatria, podemos pegar esse diagnóstico, trabalhá-lo nos momentos corretos e nos tornarmos o melhor que podemos ser.