How to forgive

  • versão em português no final do texto em inglês. imagem perdão

Another year is getting to an end, and a new one is about to begin. It is time to make our new year´s resolutions. Therefore, we need to open ourselves for new opportunities and possibilities and, literally, get rid of what does not fit our soul anymore.

In other words, there is no better time for forgiveness. In order to make new good possibilities to take place in our lives, we must clean our soul from harmful feelings, regardless of whether they are directed to ourselves or third parties.

In order to allow yourself to forgive, you shall, at first, know that you do not forgive someone in order to let them free, instead, you forgive in order to free yourself from harmful feelings that, ultimately, would make you sick. Nobody has the power to free anyone, do not delude yourself into thinking you can do that, for you can only free yourself.

If you realize that, it will be half way to allow yourself to forgive anyone who has hurt you. It is a gift to you!

Also, you do not forgive what has been said or done, but, instead, who has said or done something against you. That is: you forgive a person, not an attitude. It may seem obvious, but it makes a huge difference to acknowledge that, for you will realize that, by forgiving, you’ll not allow that person to hurt you again, you’ll only be saying that you do not keep bad feelings inside you.

This means that, by forgiving, you won’t, necessarily, trust the person again; you’ll solely replace harmful feelings by joyful and peaceful ones. If you deem that someone deserves a second trust chance, that is up to you, but that does not mean you will allow such person to hurt you again.

And, above all, allow yourself to forgive yourself from whatever guilt you may feel. Guilt is a useless feeling that prevents you from taking any action towards improvement. You may feel sorry for your mistakes and learn from them, but never dive your soul into guilt. Forgive yourself and show yourself some compassion, for that will make it possible to you to show the same compassion towards others. One who does not forgive himself will not forgive others and that is how intolerance is built.

I hope that with the tips above, those of you who face difficulties regarding forgiveness find a way to free your souls and begin 2018 with more peaceful and joyful feelings that will make your lives softer and more pleasant.

Happy New Year for you!

 

VERSÃO PORTUGUÊS

Mais um ano está chegando ao fim, enquanto outro se inicia. É nesse momento que fazemos nossas resoluções de ano novo e, para tanto, é necessário liberar nosso interior de sentimentos nocivos, a fim de que novas e boas oportunidades e sentimentos tomem seu lugar, tocando nossa vida para frente.

Portanto, esse é o momento propício para trabalharmos o perdão.

Primeiramente, devemos saber que o perdão não se destina a liberar nosso ofensor, mas a liberar nossa alma de rancores e amarguras que nos fazem tão mal, que podem até desencadear uma doença. Ninguém tem o poder de liberar os outros de qualquer culpa, podemos apenas libertar nossas almas de sentimentos tóxicos.

Outro ponto diz respeito ao objeto do perdão: perdoamos a pessoa e não suas palavras ou atos. Pode parecer banal, mas essa diferença é de extrema importância, pois indica que, ao perdoar, não estamos dando permissão ao outro de repetir seus erros, mas apenas liberando nosso coração de maus sentimentos. Igualmente, perdoar não significa, necessariamente, voltar a confiar (pode ou não ser assim, depende do que a sua intuição lhe diz). Ter essa noção facilita a que nos permitamos perdoar o outro.

Por fim, precisamos, antes de mais nada, perdoar a nós mesmos, livrando-nos da culpa, a qual é um sentimento inútil, que nos paralisa, impedindo que trabalhemos para sermos pessoas melhores. Arrependimento é uma coisa, culpa é outra. O arrependimento pode nos levar a um lugar de aprendizado e evitar que repitamos erros, já a culpa nos bloqueia e enche nossa alma de rancor contra nós mesmos. Devemos nos livrar dela. Tenhamos amor próprio e compaixão conosco, pois somente assim poderemos ter compaixão com os outros e alcançar o lugar do perdão e, consequentemente, sermos livres.

Nesse 2018, vamos perdoar e liberar espaço para sentimentos alegres e de paz, os quais nos permitirão ter uma vida leve e mais próspera e abundante.

Espero que este texto tenha ajudado aqueles que têm dificuldade em perdoar a si mesmo e os outros e que seja uma gota de paz em suas vidas.

Feliz Ano Novo a todos!

Jung e a Astrologia

Jung faz horóscpo

Para Jung, a Astrologia era a Psicologia do mundo antigo. Em sua obra e nas cartas trocadas (e que hoje estão publicadas), Jung demonstrava conhecimento e respeito pela Astrologia, a ponto de utilizá-la para entender seus pacientes mais difíceis.

No volume 9/2 de sua obra completa (“Aion”), Jung disponibiliza, por exemplo, um capítulo (VI) sobre o signo de Peixes.

A Astrologia corresponde a uma linguagem simbólica, por meio da qual se explica a psique humana e Jung colocou isso em linguagem científica, traduzindo para a Psicologia os simbolismos da Astrologia.

O psicólogo ou psiquiatra tratam dos problemas que o mapa astral diagnostica. Por sua vez, as previsões astrológicas mostram o momento exato para que esse ou aquele ponto da psique sejam tratados, já que revela os momentos da vida em que o indivíduo estará apto a adentrar o seu inconsciente e conseguir compreender os fantasmas que o afligem.

Veja-se que não há nada de místico ou mágico nisso tudo, trata-se da maneira como internalizamos arquétipos que preexistem ao nosso nascimento. Trata-se de compreender que fazemos parte de um todo maior e que, acreditando ou não, estamos conectados com esse todo e nossa vida é regida por ciclos, dentro dos quais podemos apenas escolher a maneira como lidaremos com isso.

Esse fato não pode ser alterado pela nossa crença pessoal, melhor mesmo é aceitar que nascemos com um excelente manual de instrução chamado mapa astral, que pode nos conduzir pela estrada do autoconhecimento e, com a ajuda de profissionais da Psicologia e da Psiquiatria, podemos pegar esse diagnóstico, trabalhá-lo nos momentos corretos e nos tornarmos o melhor que podemos ser.

Peixes e seus defeitos

ilusão

Dando continuidade à série de artigos que trata dos signos e seus defeitos, passo a abordar o último signo do Zodíaco, Peixes, .

Todos os signos têm em si defeitos e qualidades e depende do livre arbítrio do indivíduo qual dessas formas de manifestação vai predominar e em que intensidade. O mais comum é que ao longo da vida, conforme as circunstâncias forem dando ensejo, o indivíduo se depare com versões suas até então não reveladas.

Dito isso, passo a tratar de um dos principais defeitos de Peixes: o romantismo.

Peixes tende a ter uma visão bastante romântica da vida e das pessoas, como se colocasse lentes cor de rosa mesmo.

Se, por um lado, isso lhe dá uma alma mais pura (salvo nos casos muito baixos, em que o lado negativo do signo se manifesta com força máxima na mentira e nos crimes), por outro, lhe reveste de uma ingenuidade que o torna presa fácil para os interesseiros de plantão.

Esse signo tende a ver bondade em tudo e todos e a desconfiança não lhe toma o pensamento, de modo que procura sempre compreender e aceitar os outros. Isso, claro, é muito nobre!

O problema é que há pessoas que fazem uma clara opção pelo mal e usam essa bondade pisciana para conseguirem o que querem, prejudicando o Peixes. É comum piscianos emprestarem dinheiro e nunca receberem de volta, abrirem mão de suas vidas para cuidar dos outros, etc, etc, etc.

Não estou dizendo para não ajudarem o próximo, mas apenas para terem mais os pés no chão e avaliarem quem realmente precisa de ajuda e qual o preço que você, Peixes, pagará por essa ajuda. Antes de ajudar o próximo, você pecisa cuidar de si, pois, caso abra mão totalmente de sua personalidade, vontades e vida, terminará doente, pois você tende a somatizar.

Assim, avalie sempre em que medida você pode exercer a caridade que mora em seu coração, sem ser enganado nem se doar tanto, a ponto de deixar de existir como indivíduo e, por fim, adoecer.

Você tem o mais puro dos amores, não o desperdice com qualquer um!

Por Mia Vilela

Why do we need to control everything?

How much of your life do you try to control? And what about your relashionships? Have you managed to deal with uncertainties of life or do you keep searching for a way to control everything?

Many aspects of our lives are, in fact, under our control. Nevertheless, several others are beyond our hands. Knowing how to differ them, that is, knowing to distinguish what is under our will and what is under life’s will is essential not only to inner peace, but also for us to remain ourselves.

relacionamentos  We live in a world ruled but the free will. But we must aknowledge that besides our free will, there are third parties’ free will. Therefore, our share of control refers exclusively to what we can actually chose and nothing besides that.

Everything that is not under our free will is not up to us to control, belongs to life’s destiny. In those cases, we can only decide how to deal with what life brings us, with what other people have chosen to say or do and that has affected us, but has not been decided by us and could have never been so.

And that is where confusion, dramas and all sort of bad feelings come from. We want to control others and we end up judging and condemning and, without realizing that, we remain prisioners of painful feelings  created by ourselves and that lead us to solitude, anger, fear, anxiety.

By doing that we steal ourselves from our free will, since we keep trying to control what is not under our jurisdiction. As a consequence, we do not use our free will and do not find healthy and pleasant ways of dealing with what life brings us, instead, we insist on trying to change others (i.e., we insist on doing the impossible).

Instead of wasting time thinking about how we can change or control what is beyond our hands – and we do that by complaining, criticising, judging, etc -, we should focus on how we can change our lenses and on the way we feel abut something, in order to switch something that is harming us into something that we can make use of.

escolha

If we make such switch, we allow ourselves to be everything we were meant to be and we say goodbye to our fears and begin to try to be ourselves. If we do not do that, we remain away from our free will and end up doing less than those who we criticise, because they, at least, risked to chose something, even if such choice was a mistake. One who trys to protect himself so much does not live, but, instead, hides under the mask of fear and prevents himself from getting from life what it has to offer.

Such need of control comes from the denial of our vulnerability and from the illusion that we own some kind of truth. Aiming at protecting ourselves from all sorts of sorrow and harm we end up not risking to be all we can be and we live a life looking to others and not inside our soul.

We are vulnerable, everyone is! And by admiting that and, most importantly, accepting that, we can manage to feel part of a totality that is bigger than ourselves and we can experience the feeling of belonging. When we get there, we find that we are stronger than we thought and we discover inner forces that allow us to deal with whatever comes from life. We take power of ourselves and that is the only true control that exists.

Trying to control what is not under our jurisdiction of the soul is falling into the arms of pain, since we runaway from our responsibility of dealing with our insecurity and vulnerability and, as a consequence, we do not live our life.

passado   Life does not offer any guarantee of safety, health, profits or whatsoever. Living is a risk we must take, there is no safe place out there, only in here, inside our soul and mind. It is our inner strengh, our responsibility for our choices, that can assure us we can deal with everything life brings us.

We’d better accept our vulnerability towards life and risk to make choices, otherwise, we will prevent ourselves from living and will remain trying to control what cannot be handled. It is the finitude of life and the possibility of failure that makes our good moments and vitories so meaningful! It is what happens between life’s choices and our choices that fulfills our souls.

If we do not acknowledge that, we will remain under the ilusion we are gods and will be out of the wheel of life and its cicles (i.e., we would only exist).

So, it is better to take risks, to make choices and deal with what is beyond our choices and live, instead of merely exist, don’t you think?

Por que temos necessidade de controle?

Quanto de sua vida você tenta controlar? E de suas relações? Você tem conseguido se entregar às incertezas da vida ou vive buscando uma maneira de controlar tudo?

De fato, muitos aspectos de nossas vidas estão sob o nosso controle, porém, inúmeros outros correm à nossa revelia. Saber diferenciar o quinhão que nos compete daquele que está sob a gestão da providência é indispensável não apenas à paz interior, mas para que sejamos inteiros.

relacionamentos   Vivemos em um mundo onde reina o livre arbítrio, nosso e dos outros. Dessa forma, nosso quinhão de controle diz respeito exclusivamente ao que podemos escolher, e nada além disso.

Aquilo que não está sob o domínio do livre arbítrio não nos cabe controlar, pertence à providência. Nesses casos, recai sob o nosso livre arbítrio a decisão sobre como lidar com o que foi escolhido por terceiros, no uso de seus respectivos livre arbítrios.

E é aí que as confusões, dramas e toda sorte de sentimentos ruins nascem. Queremos controlar o outro e terminamos julgando e condenando e, sem perceber, ficamos prisioneiros de sentimentos criados por nós mesmos e que nos levam a lugares de angústia, solidão, raiva, medo, insegurança.

escolha

Furtamos, a todo instante, o quinhão do livre arbítrio dos outros e, com isso, nos esquecemos de utilizar nosso próprio quinhão desse latifúndio. Ao focar em controlar as ações e palavras alheias, deixamos de fazer uso de nosso livre arbítrio, o que nos permitiria encontrar alternativas saudáveis e produtivas para lidar com aquilo que não depende de nós. Contudo, ao invés de nos preocuparmos com a forma como vamos transformar a nosso favor algo que não era de nosso desejo, damos murro em ponta de faca tentando, sob a forma de reclamações, indignações, críticas e julgamentos, controlar o que não nos compete decidir. É quase uma insanidade, não acham?

Ao fazermos isso, deixamos de ser tudo o que podemos ser, damos as costas à nossa inteireza e passamos a tentar viver algo que pertence ao outro. Quem perde nessa história toda somos nós mesmos e não o outro cujas escolhas, atitudes ou palavras trouxeram desafetos. Esse outro fez uso de seu livre arbítrio, ainda que tenha errado; já quem se furta de suas próprias escolhas e vive com o olhar nas escolhas alheias, nem o risco de fazer más escolhas corre, furta-se do livre arbítrio e, consequentemente, da vida.

Essa necessidade de controle advém de uma negação de nossa vulnerabilidade e da ilusão de que somos donos da verdade. Visando a nos proteger de toda sorte de sofrimento, sofremos ainda mais, pois nos furtamos de ser tudo o que podemos ser e passamos uma vida olhando para fora e não para dentro.

Somos, em essência, vulneráveis e parte de um todo, razão pela qual nada nos deixa imunes aos efeitos da providência, a não ser o desenvolvimento de uma força interna capaz de aceitar essa condição vulnerável e construir uma estrutura psíquica apta a lidar com o que quer que a vida nos traga.

Brigar e tentar controlar aquilo que não pertence ao nosso quinhão de escolha é deliberadamente cair no precipício do sofrimento, tanto pelo fato de o foco estar voltado para algo que não nos compete, como pelo fato de, ao fazermos isso, deixarmos de olhar para nós mesmos, isto é, deixamos nossa inteireza de lado e passamos a querer viver a vida do outro.

passado   Não há nenhuma garantia de estabilidade ou alegria em relacionamentos; não há vida eterna nem garantia de saúde inabalável; não há garantia de prosperidade financeira permanente; enfim, não há garantia de qualquer sorte de estabilidade na vida. Viver buscando formas de controlar isso é viver numa prisão de ilusão e, pior: é deixar de viver.

Melhor mesmo é aceitar a nossa vulnerabilidade e correr o risco de viver, que implica em escolhas erradas, fracassos de toda sorte, doenças e morte. Mas, no meio disso tudo, está a plenitude de sermos tudo o que podemos ser, estão as alegrias, conquistas, amores, riquezas, que também são intermitentes e, justamente por isso, têm tanto valor!

É a finitude da vida e de tudo que a permeia que nos possibilita momentos de júbilo, é sabermos vulneráveis que nos permite a possibilidade de nos sentirmos parte de um todo. Sem isso, jamais teremos a sensação de pertencimento que tanto buscamos. Sem essa consciência da vulnerabilidade e aceitação dos riscos da vida, viveremos na ilusão de sermos deuses e de estarmos fora de uma roda que gira em ciclos e perderemos a própria chance de viver e passaremos apenas a existir.

Melhor correr riscos, fazer escolhas (ainda que erradas) e viver, não acham?

Aquário e seus defeitos

 

futuro

Dando continuidade à série de artigos que trata dos signos e seus defeitos, passo a abordar Aquário.

Todos os signos têm em si defeitos e qualidades e depende do livre arbítrio do indivíduo qual dessas formas de manifestação vai predominar e em que intensidade. O mais comum é que ao longo da vida, conforme as circunstâncias forem dando ensejo, o indivíduo se depare com versões suas até então não reveladas.

Dito isso, passo a tratar de um dos principais defeitos de Aquário: a ansiedade.

Aquarianos adoram fazer uso da máxima astrológica de que vivem no futuro e usam isso como um artifício para destacar o quanto são mais inteligentes do que os outros.

Ocorre que quem muito vive no futuro pouco aproveita o presente e, mais: tem enorme dificuldade de ser feliz diante da vida tal como ela é hoje.

O que Aquário faz é projetar um futuro que só vai se concretizar se algo for feito no presente. Mas esse excesso de futuro lhes deixa ansiosos e isso gera irritação e impaciência e, consequentemente, acabam não conseguindo traçar um plano de ação concreto para dar cabo às suas ideias geniais.

O primeiro passo para eliminar isso é sair do trono e entender que você não é melhor nem mais inteligente que ninguém e que aquelas pessoas que você tanto critica podem ser essenciais para que suas ideias tomem forma. Se você não olhar o próximo e ouvi-lo, ninguém vai cooperar contigo e a tendência é que você seja taxado de utópico.

Eu sei que você tem muito a ensinar, mas, como pobre mortal que é, também tem muito a aprender. E o ponto inicial é: viva o presente e o aceite e as pessoas que nele se inserem tais como são, pois somente assim você conseguirá a colaboração de que precisa para transformar o presente no futuro brilhante que você antevê.

Sem isso, você será tomado de ansiedade e irritação e terminará arrumando confusão por onde passa e suas ideias permanecerão sempre no futuro, aquele que nunca chega.

 

Por Mia Vilela