Capricórnio e seus defeitos

insegurança

Dando continuidade à série de artigos que trata dos signos e seus defeitos, passo a abordar Capricórnio.

Todos os signos têm em si defeitos e qualidades e depende do livre arbítrio do indivíduo qual dessas formas de manifestação vai predominar e em que intensidade. O mais comum é que ao longo da vida, conforme as circunstâncias forem dando ensejo, o indivíduo se depare com versões suas até então não reveladas.

Dito isso, passo a tratar de um dos principais defeitos de Capricórnio: o medo.

Capricórnio é o signo comumente associado ao trabalho, ao esforço, à persistência e à busca pelo status e valorização da tradição.

Contudo, o que a divulgação massificada da Astrologia não te conta é que esse signo também está associado ao medo. Mas medo de quê?

Medo do fracasso, da perda de uma boa imagem pública; medo de descer (ao invés de subir) degraus na escada da vida e da posição social/profissional. E, em uma análise mais aprofundada, Capricórnio teme a falta.

Talvez por saber como é difícil a conquista, quanto trabalho e esforço essa exige, Capricórnio teme a falta e, com isso, teme o futuro. Contudo, ter medo do futuro é ter medo da vida, pois essa apenas caminha para frente (e o signo seguinte a Capricórnio, Aquário, nos ensina isso).

É preciso que o capricorniano trabalhe dentro de si a fé na vida, a confiança em si mesmo e nos rumos da existência, a fim de que seus esforços e sacrifícios estejam hábeis a gerar todos os frutos possíveis.

Caso o capricorniano(a) se deixe levar por suas inseguranças, jamais arriscará um passo mais ousado e por vezes necessário, deixando de chegar ao topo de sua escalada.

É preciso que sua disciplina e precaução estejam acompanhadas da coragem e da certeza a fim de que o capricorniano possa ser tudo o que foi projetado para ser. Às vezes uma boa dose de Sagitário no mapa ajuda.

O Ascendente

imagem mapa astral

Muitas pessoas já ouviram falar que, depois dos 30 anos, nós nos tornamos o nosso ascendente. Mas, seria isso verdade?

Infelizmente, trata-se de mais um caso de má interpretação astrológica. Explico.
O ascendente é o signo que despontava no horizonte no momento e local de nascimento do indivíduo. É o signo que marca a cúspide (início) da casa 1 do mapa natal.
Simbolicamente, o ascendente é a máscara que usamos para interagir com o mundo. É a persona, o modo como aprendemos a nos mostrar ao mundo.
Essa maneira de interagir, contudo, não é pensada nem advém de nenhuma estratégia, ao contrário, é automática, instintiva e, por isso mesmo, difícil do indivíduo reconhecer, a não ser que esteja disposto a se olhar com mais sinceridade.
Em um nível mais profundo, o ascendente é o modo como o sujeito encara a vida, a maneira como irá enfrentar os seus desafios.
Portanto, as características do signo ascendente marcam não apenas os traços da personalidade do sujeito que notamos logo de cara, sem precisarmos ser íntimos, mas também as ferramentas das quais tal sujeito dispõe para encarar a vida. As características do signo ascendente oferecem, também, a natureza das lentes através das quais o indivíduo enxerga o mundo.
Igualmente, as marcas do signo ascendente apontam para o tipo de experiência que o sujeito terá na vida, em especial, na infância.
É justamente por isso que alguns dizem, equivocadamente, que nos tornamos o ascendente depois dos 30. Com a maturidade (que, sob o ponto de vista astrológico, é atingida após o retorno de Saturno, isto é, por volta dos 30 anos), a máscara social do sujeito está formada. A pessoa já foi “moldada” pelos acontecimentos da vida. Esse molde é o ascendente.
Adicionalmente, as características físicas também estão ligadas ao signo ascendente, sendo que os aspectos dos planetas do mapa em relação ao ascendente podem indicar problemas ou habilidades físicas, conforme o caso, e até mesmo promessa de acidentes mais sérios.
As previsões dirão quando essas promessas poderão se concretizar. A dimensão da seriedade, contudo, faz parte do mistério da vida e do carma.